29 agosto 2013

Francesinhas Matosinhos - Restaurante Mauritânia Real

Já lá vai algum tempo desde que comi a última francesinha. 
É que algures chegou o verão e com o calor os corpos desnudados. E as calorias da francesinha, de repente, começaram a parecer inultrapassáveis! Claro que mal chegue o inverno, e as três camadas de roupa que vêm com ele, comerei francesinhas como se não houvesse amanhã!
Enquanto isso não acontece, se vamos comer uma francesinha em pleno verão, convém acertar e comer uma que valha mesmo a pena. Foi o caso!





Começamos a noite com um patê de sapateira que, na minha opinião, é dos melhores que já comi.
Ah! E servido em taça de louça, porque assim nem fingimos que uma sapateira só produz aquela quantidade de patê e  nem nos pedem o preço de uma sapateira! 
Chegou, então, a hora de avançar para a francesinha. 
O melhor da francesinha do Mauritânia é mesmo o bife, maravilhosamente mal passado e tenro. O queijo também mantém o nível elevado, assim como o molho! E felizmente, apesar de ser servido numa marisqueira, o molho não possuía o erro crasso de se assemelhar a um consomé de marisco. Ainda assim, não resistiram em enfeitar a dita cuja com miolo de camarão no topo. 
Na verdade não lhe encontro nenhum elemento negativo para apontar. Mesmo no que concerne às batatas, apesar de banais, ainda nos é dada a opção de ser em palito ou às rodelas.  
E o preço é bem simpático, dada a qualidade do espaço e da comida, rondando os 15 euros.





Mauritânia Real | Rua Ló Ferreira, n.º 239
4450-177 Matosinhos
Tel: 22 937 13 63

26 agosto 2013

Receitas | Biscoitos de Limão da Vovó

Estes biscoitos fazem parte da minha infância. A minha avó fazia-os e guardava-os religiosamente no mesmo pote em loiça que repousava na bancada da cozinha.
Quando a visitava dizia-me para lá ir, mas para tirar só um - pronto! só mais um, então -  que, para além de ter que chegar para todos os netos, a minha avó nunca foi mulher de excessos. Especialmente no que toca a doces. E talvez por isso, me saibam tão bem hoje em dia! 

Ingredientes:
- 4 ovos inteiros
- 200g açúcar
- raspa e sumo de um limão
- 125g de margarina
- 500g de farinha autolevedante

Preparação:
Bater os ovos com o açúcar, o sumo e raspa de limão e a margarina. Acrescentar então a farinha, após o qual obterá uma massa bastante consistente. Disponha pequenas doses da massa com uma colher de sobremesa num tabuleiro, previamente untado ou forrado com papel vegetal, e leve ao forno a 220º.

Bom apetite!




25 agosto 2013

Restaurantes | A Barraquinha

Era de esperar que o computador mais maltratado do mundo, o meu, não durasse eternamente. Apesar disso, mantive a esperança e teimei em esperar por ele para escrever novos posts. Infelizmente, daquele teclado já não sai mais nenhum texto. E assim se passou mais de um mês.

A vantagem de estar sem computador é que se dispõe de mais tempo para aproveitar as noites quentes de verão. E com elas, jantares demorados, em esplanadas animadas, debaixo de um céu estrelado.
Uma dessas esplanadas foi a da Petisqueira "A Barraquinha", que conheci recentemente. 


O restaurante, que conta já com uma clientela fiel de anos, serve peixe e marisco fresquíssimos, não fosse ele situar-se entre o mar e a lota de Angeiras.  E basta para merecer uma visita.  

Os inconvenientes: a viagem até Angeiras, no meu caso 25 km para cada lado, que seriam perfeitamente aceitáveis se o preço tivesse sido mais meigo para a carteira. Não que seja exorbitante, comparado com um qualquer país vizinho e considerando a qualidade da comida servida, mas praticamente 20 euros por pessoa não foi propriamente barato. 

O melhor da noite foi o Rodovalho, um peixe grande, carnudo, extremamente saboroso. Antes havíamos comido umas amêijoas brancas em molho de tomate e para acompanhar um vinho verde.  Os outros petiscos, bem como a afamada sande de presunto com ovo, ficam para uma próxima. 






Petisqueira A Barraquinha | Travessa de Angeiras, 13
Angeiras - Lavra
Telefone: 229 272 017

17 julho 2013

Receitas | Lulas Grelhadas

Para além de preferir receitas leves no verão, também tenho tendência a preferir marisco, peixe e moluscos em substituição da carne.  Quem consegue resistir a umas lulas grelhadas ou uma salada de polvo?!
Neste caso, trago uma receita de lulas grelhadas que não tem grande segredo. Prima pela marinada que lhe confere um sabor muito fresco e aromático e o tempo de confecção que faz a diferença entre lulas duras e elásticas ou lulas tenras!




Marinada:
- Raspa e sumo de limão
- Azeite q.b.
- Salsa finamente picada
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes, cortada em juliana
- Cebola picada
- Sal e pimenta q.b.

As lulas devem ser limpas e separados os tentáculos. Quando faço lulas estufadas mantenho a pele arroxeada que estas têm pelo exterior, mas para serem grelhadas prefiro sem ela. Até porque torna mais fácil fazer os cortes em xadrez com a ponta da faca para que estas não enrolem! Mas atenção os cortes são apenas na superfície, nunca atravessando a lula de um lado ao outro. E apenas num dos lados. Quanto mais justos os cortes, melhor! Não se guiem pelos cortes das lulas da foto que estão muito espaçados. Preguiça! E por isso, algumas acabaram por enrolar.
As lulas devem ficar a marinar pelos menos duas horas. Um conselho que acho essencial é não dispensar a raspa de limão, porque faz toda a diferença. 

Quando as lulas tiverem marinado o tempo suficiente, levar o grelhador ao lume. Só colocar as lulas a grelhar quando o grelhador estiver bem quente, senão corre-se o risco que estas cozam nos sucos da marinada. 
O tempo de confecção para lulas obedece a uma regra que define que se estas cozinharem pouco tempo ficarão tenras, após o qual irão ficar rijas só voltando a ficar tenras depois de muito tempo a cozinhar (quando estufadas p.e.). Ou seja, as lulas vão grelhar 3 minutos, minuto e meio de cada lado e não mais que isso. 
Para acompanhar pode fazer umas batatas cozidas, bróculos e molho verde.
Bom apetite!



16 julho 2013

Receitas | Esparguete picante com Camarão e Mexilhão

Quando as temperaturas começam a subir, o apetite diminui. Pelo menos é o que acontece cá em casa.
E, em vez da chamada comida de conforto, dá-se preferência a receitas mais rápidas de confeccionar e leves de digerir: massas, grelhados, saladas.
Daí que esta receita seja excelente para esta época.




Ingredientes p/ duas pessoas:
- 200g mexilhão (eu usei congelados meia-concha já limpos, se usar frescos não se esqueça de os limpar e retirar as barbas) 
- 200g miolo camarão (eu utilizei 40/60)
- Três dentes de alho
- Vinho Branco q.b.
- Azeite q.b.
- Pimento vermelho em tiras
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes e cortada finamente
- Sal e pimenta q.b
- Salsa picada finamente
- Esparguete picante (Milaneza)

Preparação:
Leve um tacho ao lume com água e sal q.b.. Quando ferver, coloque o esparguete e deixe cozinhar. Retire quando estiver al dente e escorra a massa para um coador. 
Um truque que muitas vezes me foi aconselhado é reservar alguma da água da cozedura. Assim, se necessário, poderá acrescentar alguma ao esparguete na hora de servir, se achar que a massa já secou um pouco.
Enquanto o esparguete está a cozer, leve o azeite ao lume num tacho, juntamente com os alhos esmagados com a lâmina da faca e algumas tiras de pimento vermelho que irão aromatizar o azeite. 
Logo que o azeite esteja quente (atenção para não queimar o alho, isso acrescentaria um sabor amargo, nada agradável, ao azeite), deite os mexilhões e o miolo de camarão, sem os descongelar, tape com o testo e abane o tacho. Espere um minuto até o azeite voltar a fervilhar e acrescente o vinho branco, a salsa picada finamente e a malagueta sem sementes. Tempere com sal e pimenta moída no momento. Nova abanadela. Normalmente, nesta fase,  opto por virar os mexilhões individualmente para baixo. Volte a tapar com o testo e deixe cozinhar alguns minutos (5/6 minutos), o suficiente até os camarões ficarem totalmente opacos, abanando ligeiramente o tacho para que o marisco não se agarre ao fundo.
Não o cozinhe demasiado, principalmente os mexilhões, que ficariam duros e elásticos. 
Dependendo de como pretende servir, pode juntar o esparguete cozido e envolver com os mexilhões e o camarão, aproveitando todos os sucos do tacho. Já no recipiente final de servir polvilhe com mais um pouco de salsa finamente picada. 
Bom apetite!

Nota: Cá em casa, como gostamos da comida bem picante, eu costumo acrescentar umas gotas de piri-piri líquido ou piri-piri em grão, seco, sem sementes e picado finamente. Fica ao seu critério!

01 julho 2013

Livros - O Jogo do Anjo | Carlos Ruiz Zafón

Como já tinha referido aqui, este livro faz parte de uma trilogia composta por A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. É importante referir que a ordem de publicação é esta mas os livros podem ser lidos independentemente, já que não é mantida uma sequência cronológica e cada livro é auto-suficiente.
Nesse sentido, O Jogo do Anjo revela-nos acontecimentos e personagens que antecederam a narrativa de A Sombra do Vento, apesar de publicado posteriormente. Conhecemos, por exemplo, o avô de Daniel, bem como a sua mãe, em cenários que já nos são familiares como a livraria Sempere e o Cemitério dos Livros Esquecidos.



Mas, apesar de existir uma ligação entre as personagens dos dois livros, o tom e a atmosfera que definem a narrativa não poderiam ser mais distintos dos do primeiro livro. Este é um livro mais maduro, mais sombrio e que presenteia os seus leitores com uma maior liberdade de interpretação. Para além disso, o autor recorre muito mais frequentemente ao fantástico e ao sobrenatural que n' A Sombra do Vento. Tendo isto em consideração, devo confessar que nem sempre soube qual era a extensão do meu poder enquanto leitora na definição dos acontecimentos, esperando muitas vezes por um esclarecimento que eu não sabia se vinha e com receio de avançar demasiado na minha interpretação até um ponto onde alterasse por completo o rumo da história.

Este livro conta a história de David Martin, um jovem escritor, com uma história familiar trágica. Sentindo-se mercenário do seu talento e escravo de um contrato que o obriga a escrever a um ritmo alucinante, David conhece um editor francês, Andreas Corelli, que lhe faz uma proposta irrecusável, alterando para sempre a sua vida.

O final agradou-me pessoalmente, muito embora sinta que ainda existem algumas pontas soltas em toda esta trama que, acredito, Zafón terá deixado propositadamente.
Sendo a mais significativa, sem qualquer dúvida: quem é Andreas Corelli?
Deus, o Diabo, a consciência de Martin, uma outra personalidade do escritor?!

Existe um diálogo entre o inspector Grandes e Martin que me intrigou e me confundiu consideravelmente.
"Peguei na chave e dirigi-me à porta. Antes de sair, voltei-me um instante. Grandes sentara-se em cima da mesa e observava-me sem qualquer expressão.
- Esse pregador do anjo - disse, apontando para a lapela.

- Sim?
- Desde que o conheço que lho vejo na lapela - observei."

Receitas | Pastéis de Nata

Estes pastéis são excelentes em qualquer altura do ano. Mas com este calor, acabadinhos de sair do frigorífico... são irresistíveis! Aqui fica a receita, que retirei deste blogue e apresento com algumas alterações minhas!

Massa:
Quanto à massa eu opto por utilizar de compra, mais especificamente a massa quebrada do Continente, que prefiro em relação a outras (quer em relação à folhada, quer no que concerne a outros hipermercados).
Como neste caso a receita dá para cerca de 24 pastéis, utilizei 3 embalagens de massa quebrada. 
Comece por cortar, com um copo ou chávena de tamanho apropriado, círculos de massa com os quais irá forrar as formas individuais, previamente untadas com manteiga. Atenção para não deixar bolhas de ar. Reserve.

Recheio: 
- 1dl de água 
- 2 colheres de sopa de farinha
- 2 ovos
- 7 gemas
- 250 gr. de açucar 
- 5 dl de leite + casca de limão

Retire um pouco do leite, enquanto ainda está frio, para um pequeno recipiente, no qual irá dissolver a farinha.
Coloque o restante leite a ferver com a casca de limão.
Bata as gemas e os ovos, sem fazer espuma. 
Depois do leite ferver, aguarde que este arrefeça, retire a casca de limão e verta-o com a ajuda de um coador sobre os ovos, mexendo bem para que estes não cozinhem. De seguida junte o leite com a farinha dissolvida e reserve.
Leve a água e o açúcar a ferver num tacho, até obter uma calda em ponto pérola. Deixe arrefecer um pouco e verta sobre o preparado anterior.
Deite o preparado nas formas previamente forradas com a massa quebrada, com atenção para não encher demasiado.
Leve ao forno a 220º durante cerca de 25 minutos - a receita original pede 250º mas no meu é demasiado. A meio da cozedura salpique com água os pastéis para que estes baixem um pouco.    
Desenforme logo após tirar do forno.




Devido à grande porção de recheio que esta receita proporciona, tenho optado algumas vezes por reduzir a receita para metade e fazer cerca de uma dúzia de pastéis. Outras vezes, faço a receita na totalidade mas reservo metade do recheio para fazer uma tarte de nata grande, onde utilizo ou a massa quebrada de compra na mesma ou massa quebrada caseira.\




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