29 agosto 2013

Francesinhas Matosinhos - Restaurante Mauritânia Real

Já lá vai algum tempo desde que comi a última francesinha. 
É que algures chegou o verão e com o calor os corpos desnudados. E as calorias da francesinha, de repente, começaram a parecer inultrapassáveis! Claro que mal chegue o inverno, e as três camadas de roupa que vêm com ele, comerei francesinhas como se não houvesse amanhã!
Enquanto isso não acontece, se vamos comer uma francesinha em pleno verão, convém acertar e comer uma que valha mesmo a pena. Foi o caso!





Começamos a noite com um patê de sapateira que, na minha opinião, é dos melhores que já comi.
Ah! E servido em taça de louça, porque assim nem fingimos que uma sapateira só produz aquela quantidade de patê e  nem nos pedem o preço de uma sapateira! 
Chegou, então, a hora de avançar para a francesinha. 
O melhor da francesinha do Mauritânia é mesmo o bife, maravilhosamente mal passado e tenro. O queijo também mantém o nível elevado, assim como o molho! E felizmente, apesar de ser servido numa marisqueira, o molho não possuía o erro crasso de se assemelhar a um consomé de marisco. Ainda assim, não resistiram em enfeitar a dita cuja com miolo de camarão no topo. 
Na verdade não lhe encontro nenhum elemento negativo para apontar. Mesmo no que concerne às batatas, apesar de banais, ainda nos é dada a opção de ser em palito ou às rodelas.  
E o preço é bem simpático, dada a qualidade do espaço e da comida, rondando os 15 euros.





Mauritânia Real | Rua Ló Ferreira, n.º 239
4450-177 Matosinhos
Tel: 22 937 13 63

26 agosto 2013

Receitas | Biscoitos de Limão da Vovó

Estes biscoitos fazem parte da minha infância. A minha avó fazia-os e guardava-os religiosamente no mesmo pote em loiça que repousava na bancada da cozinha.
Quando a visitava dizia-me para lá ir, mas para tirar só um - pronto! só mais um, então -  que, para além de ter que chegar para todos os netos, a minha avó nunca foi mulher de excessos. Especialmente no que toca a doces. E talvez por isso, me saibam tão bem hoje em dia! 

Ingredientes:
- 4 ovos inteiros
- 200g açúcar
- raspa e sumo de um limão
- 125g de margarina
- 500g de farinha autolevedante

Preparação:
Bater os ovos com o açúcar, o sumo e raspa de limão e a margarina. Acrescentar então a farinha, após o qual obterá uma massa bastante consistente. Disponha pequenas doses da massa com uma colher de sobremesa num tabuleiro, previamente untado ou forrado com papel vegetal, e leve ao forno a 220º.

Bom apetite!




25 agosto 2013

Restaurantes | A Barraquinha

Era de esperar que o computador mais maltratado do mundo, o meu, não durasse eternamente. Apesar disso, mantive a esperança e teimei em esperar por ele para escrever novos posts. Infelizmente, daquele teclado já não sai mais nenhum texto. E assim se passou mais de um mês.

A vantagem de estar sem computador é que se dispõe de mais tempo para aproveitar as noites quentes de verão. E com elas, jantares demorados, em esplanadas animadas, debaixo de um céu estrelado.
Uma dessas esplanadas foi a da Petisqueira "A Barraquinha", que conheci recentemente. 


O restaurante, que conta já com uma clientela fiel de anos, serve peixe e marisco fresquíssimos, não fosse ele situar-se entre o mar e a lota de Angeiras.  E basta para merecer uma visita.  

Os inconvenientes: a viagem até Angeiras, no meu caso 25 km para cada lado, que seriam perfeitamente aceitáveis se o preço tivesse sido mais meigo para a carteira. Não que seja exorbitante, comparado com um qualquer país vizinho e considerando a qualidade da comida servida, mas praticamente 20 euros por pessoa não foi propriamente barato. 

O melhor da noite foi o Rodovalho, um peixe grande, carnudo, extremamente saboroso. Antes havíamos comido umas amêijoas brancas em molho de tomate e para acompanhar um vinho verde.  Os outros petiscos, bem como a afamada sande de presunto com ovo, ficam para uma próxima. 






Petisqueira A Barraquinha | Travessa de Angeiras, 13
Angeiras - Lavra
Telefone: 229 272 017

17 julho 2013

Receitas | Lulas Grelhadas

Para além de preferir receitas leves no verão, também tenho tendência a preferir marisco, peixe e moluscos em substituição da carne.  Quem consegue resistir a umas lulas grelhadas ou uma salada de polvo?!
Neste caso, trago uma receita de lulas grelhadas que não tem grande segredo. Prima pela marinada que lhe confere um sabor muito fresco e aromático e o tempo de confecção que faz a diferença entre lulas duras e elásticas ou lulas tenras!




Marinada:
- Raspa e sumo de limão
- Azeite q.b.
- Salsa finamente picada
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes, cortada em juliana
- Cebola picada
- Sal e pimenta q.b.

As lulas devem ser limpas e separados os tentáculos. Quando faço lulas estufadas mantenho a pele arroxeada que estas têm pelo exterior, mas para serem grelhadas prefiro sem ela. Até porque torna mais fácil fazer os cortes em xadrez com a ponta da faca para que estas não enrolem! Mas atenção os cortes são apenas na superfície, nunca atravessando a lula de um lado ao outro. E apenas num dos lados. Quanto mais justos os cortes, melhor! Não se guiem pelos cortes das lulas da foto que estão muito espaçados. Preguiça! E por isso, algumas acabaram por enrolar.
As lulas devem ficar a marinar pelos menos duas horas. Um conselho que acho essencial é não dispensar a raspa de limão, porque faz toda a diferença. 

Quando as lulas tiverem marinado o tempo suficiente, levar o grelhador ao lume. Só colocar as lulas a grelhar quando o grelhador estiver bem quente, senão corre-se o risco que estas cozam nos sucos da marinada. 
O tempo de confecção para lulas obedece a uma regra que define que se estas cozinharem pouco tempo ficarão tenras, após o qual irão ficar rijas só voltando a ficar tenras depois de muito tempo a cozinhar (quando estufadas p.e.). Ou seja, as lulas vão grelhar 3 minutos, minuto e meio de cada lado e não mais que isso. 
Para acompanhar pode fazer umas batatas cozidas, bróculos e molho verde.
Bom apetite!



16 julho 2013

Receitas | Esparguete picante com Camarão e Mexilhão

Quando as temperaturas começam a subir, o apetite diminui. Pelo menos é o que acontece cá em casa.
E, em vez da chamada comida de conforto, dá-se preferência a receitas mais rápidas de confeccionar e leves de digerir: massas, grelhados, saladas.
Daí que esta receita seja excelente para esta época.




Ingredientes p/ duas pessoas:
- 200g mexilhão (eu usei congelados meia-concha já limpos, se usar frescos não se esqueça de os limpar e retirar as barbas) 
- 200g miolo camarão (eu utilizei 40/60)
- Três dentes de alho
- Vinho Branco q.b.
- Azeite q.b.
- Pimento vermelho em tiras
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes e cortada finamente
- Sal e pimenta q.b
- Salsa picada finamente
- Esparguete picante (Milaneza)

Preparação:
Leve um tacho ao lume com água e sal q.b.. Quando ferver, coloque o esparguete e deixe cozinhar. Retire quando estiver al dente e escorra a massa para um coador. 
Um truque que muitas vezes me foi aconselhado é reservar alguma da água da cozedura. Assim, se necessário, poderá acrescentar alguma ao esparguete na hora de servir, se achar que a massa já secou um pouco.
Enquanto o esparguete está a cozer, leve o azeite ao lume num tacho, juntamente com os alhos esmagados com a lâmina da faca e algumas tiras de pimento vermelho que irão aromatizar o azeite. 
Logo que o azeite esteja quente (atenção para não queimar o alho, isso acrescentaria um sabor amargo, nada agradável, ao azeite), deite os mexilhões e o miolo de camarão, sem os descongelar, tape com o testo e abane o tacho. Espere um minuto até o azeite voltar a fervilhar e acrescente o vinho branco, a salsa picada finamente e a malagueta sem sementes. Tempere com sal e pimenta moída no momento. Nova abanadela. Normalmente, nesta fase,  opto por virar os mexilhões individualmente para baixo. Volte a tapar com o testo e deixe cozinhar alguns minutos (5/6 minutos), o suficiente até os camarões ficarem totalmente opacos, abanando ligeiramente o tacho para que o marisco não se agarre ao fundo.
Não o cozinhe demasiado, principalmente os mexilhões, que ficariam duros e elásticos. 
Dependendo de como pretende servir, pode juntar o esparguete cozido e envolver com os mexilhões e o camarão, aproveitando todos os sucos do tacho. Já no recipiente final de servir polvilhe com mais um pouco de salsa finamente picada. 
Bom apetite!

Nota: Cá em casa, como gostamos da comida bem picante, eu costumo acrescentar umas gotas de piri-piri líquido ou piri-piri em grão, seco, sem sementes e picado finamente. Fica ao seu critério!

01 julho 2013

Livros - O Jogo do Anjo | Carlos Ruiz Zafón

Como já tinha referido aqui, este livro faz parte de uma trilogia composta por A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. É importante referir que a ordem de publicação é esta mas os livros podem ser lidos independentemente, já que não é mantida uma sequência cronológica e cada livro é auto-suficiente.
Nesse sentido, O Jogo do Anjo revela-nos acontecimentos e personagens que antecederam a narrativa de A Sombra do Vento, apesar de publicado posteriormente. Conhecemos, por exemplo, o avô de Daniel, bem como a sua mãe, em cenários que já nos são familiares como a livraria Sempere e o Cemitério dos Livros Esquecidos.



Mas, apesar de existir uma ligação entre as personagens dos dois livros, o tom e a atmosfera que definem a narrativa não poderiam ser mais distintos dos do primeiro livro. Este é um livro mais maduro, mais sombrio e que presenteia os seus leitores com uma maior liberdade de interpretação. Para além disso, o autor recorre muito mais frequentemente ao fantástico e ao sobrenatural que n' A Sombra do Vento. Tendo isto em consideração, devo confessar que nem sempre soube qual era a extensão do meu poder enquanto leitora na definição dos acontecimentos, esperando muitas vezes por um esclarecimento que eu não sabia se vinha e com receio de avançar demasiado na minha interpretação até um ponto onde alterasse por completo o rumo da história.

Este livro conta a história de David Martin, um jovem escritor, com uma história familiar trágica. Sentindo-se mercenário do seu talento e escravo de um contrato que o obriga a escrever a um ritmo alucinante, David conhece um editor francês, Andreas Corelli, que lhe faz uma proposta irrecusável, alterando para sempre a sua vida.

O final agradou-me pessoalmente, muito embora sinta que ainda existem algumas pontas soltas em toda esta trama que, acredito, Zafón terá deixado propositadamente.
Sendo a mais significativa, sem qualquer dúvida: quem é Andreas Corelli?
Deus, o Diabo, a consciência de Martin, uma outra personalidade do escritor?!

Existe um diálogo entre o inspector Grandes e Martin que me intrigou e me confundiu consideravelmente.
"Peguei na chave e dirigi-me à porta. Antes de sair, voltei-me um instante. Grandes sentara-se em cima da mesa e observava-me sem qualquer expressão.
- Esse pregador do anjo - disse, apontando para a lapela.

- Sim?
- Desde que o conheço que lho vejo na lapela - observei."

Receitas | Pastéis de Nata

Estes pastéis são excelentes em qualquer altura do ano. Mas com este calor, acabadinhos de sair do frigorífico... são irresistíveis! Aqui fica a receita, que retirei deste blogue e apresento com algumas alterações minhas!

Massa:
Quanto à massa eu opto por utilizar de compra, mais especificamente a massa quebrada do Continente, que prefiro em relação a outras (quer em relação à folhada, quer no que concerne a outros hipermercados).
Como neste caso a receita dá para cerca de 24 pastéis, utilizei 3 embalagens de massa quebrada. 
Comece por cortar, com um copo ou chávena de tamanho apropriado, círculos de massa com os quais irá forrar as formas individuais, previamente untadas com manteiga. Atenção para não deixar bolhas de ar. Reserve.

Recheio: 
- 1dl de água 
- 2 colheres de sopa de farinha
- 2 ovos
- 7 gemas
- 250 gr. de açucar 
- 5 dl de leite + casca de limão

Retire um pouco do leite, enquanto ainda está frio, para um pequeno recipiente, no qual irá dissolver a farinha.
Coloque o restante leite a ferver com a casca de limão.
Bata as gemas e os ovos, sem fazer espuma. 
Depois do leite ferver, aguarde que este arrefeça, retire a casca de limão e verta-o com a ajuda de um coador sobre os ovos, mexendo bem para que estes não cozinhem. De seguida junte o leite com a farinha dissolvida e reserve.
Leve a água e o açúcar a ferver num tacho, até obter uma calda em ponto pérola. Deixe arrefecer um pouco e verta sobre o preparado anterior.
Deite o preparado nas formas previamente forradas com a massa quebrada, com atenção para não encher demasiado.
Leve ao forno a 220º durante cerca de 25 minutos - a receita original pede 250º mas no meu é demasiado. A meio da cozedura salpique com água os pastéis para que estes baixem um pouco.    
Desenforme logo após tirar do forno.




Devido à grande porção de recheio que esta receita proporciona, tenho optado algumas vezes por reduzir a receita para metade e fazer cerca de uma dúzia de pastéis. Outras vezes, faço a receita na totalidade mas reservo metade do recheio para fazer uma tarte de nata grande, onde utilizo ou a massa quebrada de compra na mesma ou massa quebrada caseira.\




Filmes | 2º Trimestre 2013

Estreia | Março

Vigarista à vista (Identity Thief) | 5.0/10
Se gosta deste género cinematográfico, em que odeia o/a protagonista durante a primeira hora de filme e sente compaixão por ele/a no tempo que resta, então este filme é perfeito. A interpretação de Melissa McCarthy atingiu o objectivo: chamarmos-lhe uma série de nomes e cerrarmos os punhos com tamanha irritação.
Mas se procurava gargalhadas propriamente ditas, são muito poucas as proporcionadas. E o final não poderia ser mais chato e previsível. Valeu pela oportunidade de ver  Eric Stonestreet (Modern Family)!




    
Estreia | Agosto

Como um trovão (The place beyond the pines) | 9.0/10
A Emma Stone que me perdoe mas retiro o que disse: qualquer filme em que Ryan Gosling entre vale a pena ver. Ponto.
E Bradley Cooper, que teve até agora uma carreira consistente mas muito discreta, com alguns papéis medíocres pelo meio , tem tido nos últimos tempos uma ascensão meteórica.

A escolha do elenco tem de ser destacada. Emory Cohen interpretou brilhantemente o seu papel. Eva Mendes soube ser tão discreta quanto o seu papel exigia, o que nem sempre é fácil para algumas actrizes. E pronto, quando se precisa do tipo mais desprezível à face da terra, chama-se o Ray Liotta.
Sim, o filme é comprido. Mas todos minutos foram essenciais para compor o filme. Aliás, são todos aqueles momentos que poderiam ser cortados que o tornaram especial.
O filme desenvolve-se, basicamente, em três actos. Se no trailler acaba por parecer um filme de acção, tanto o segundo como o terceiro acto desenvolvem-se à volta da conduta moral dos personagens e das consequências dos seus actos.
Sei que algumas pessoas desejavam um fim mais apoteótico para este filme. Não é o meu caso. Adoro as interpretações silenciosas e os fins despretensiosos, sem lições moralistas. E a fotografia, a banda sonora...!! Muito boas!!!





18 junho 2013

Mais Dicas sobre a Mochila | Caminho português a Santiago de Compostela

Apesar de já ter feito um post inicial com uma listagem dos itens a levar e algumas considerações pessoais, que podem ver aqui, decidi esclarecer mais algumas questões que vejo serem levantadas frequentemente pelos peregrinos.

Quando precisei de comprar algum equipamento necessário para o Caminho, tive a sorte de apanhar algumas promoções. Apesar disso, procurei que tal não me impedisse de garantir algumas condições essenciais para o meu conforto e bem-estar que não podem ser descuradas.
De resto, para todos aqueles que têm dúvidas sobre onde comprar o equipamento, e muito embora não ganhe nada com a publicidade, a Decathlon parece-me um espaço com muita escolha e funcionários geralmente solícitos e informados.

Tamanho da Mochila:

Na altura comprei uma mochila da Quechua, a Forclaz 40, que como o nome indica tem 40 litros. O seu peso, quando vazia, é de 1,2 kg. Tem um apoio lombar razoável, que é essencial - apesar de alguns companheiros de viagem se queixarem dos ombros, eu sempre senti que o peso da mochila se fazia sentir essencialmente em dois locais, a zona inferior das costas e os joelhos. Para não sentir qualquer desconforto nos ombros e costas, para além da hidratação, deve ter contribuído o facto da mochila ter apoio para mãos o que me permitia aliviar o peso quando necessário.
Como esta é uma mochila de 40litros, o cinto deve assentar na zona da cintura (quando de 50l é desenhado para assentar nos quadris). Não se iniba de experimentar a mochila com todos os ajustes feitos nas presilhas e correias e verificar se se sente confortável.
Esta mochila possuiu ainda as costas em rede que ajuda a arejar e controla a transpiração.

Eu fui na época de transição Inverno/Primavera, por isso levei alguns itens que no Verão são desnecessários, tais como uma pequena manta e roupa mais volumosa. Se vai no Verão pode levar uma mochila com menos volume - 30, 35 litros - mas se levar de 40l não faça questão de a encher só porque tem espaço.




Capa protecção chuva:
O que esta mochila não possui é protecção para a chuva. Por isso, apesar de a ter comprado em promoção, tive de considerar o dinheiro que gastei numa capa.
A capa que acabei por comprar é para mochila e pessoa, o que se revelou francamente mais eficaz que aquelas que são só para a mochila, tão ou mais caras que a minha, e que não agradaram aos companheiros de viagem que as possuíam.
Não se esqueça que em época de Verão também chove na Galiza. Um impermeável/corta-vento continua a ser essencial. Além de que mesmo esta capa total, quando dobrada, não ocupa muito espaço. Ainda assim pesa 410g.




Bolsa para produtos de higiene:
Apesar de ter referido aqui que um bom truque é dividir os produtos de higiene pelos vários elementos do grupo, eu acabei por levar uma bolsa só minha porque fiquei em Santiago mais tempo e precisava deles.
O que fiz foi levar a bolsa que uso quando viajo de avião, que comprei num hipermercado, e que possui pequenos frascos com o tamanho ideal para este percurso (claro que racionado,  mas ainda assim sobrou um pouco de gel e champô). Os frascos têm cerca de 60ml e a bolsa, aproximadamente, 12x18x4 cm.
Esta parece-me uma boa solução para quem viaja sozinho.




Almofada insuflável:
Este é um item que só é necessário quando se verificam algumas condicionantes: a pessoa vai percorrer o Caminho em "época alta" e portanto corre o risco de não conseguir ficar nos albergues oficiais, não querer/puder ficar em albergues privados e acabar por pernoitar num poli-desportivo ou no quartel dos bombeiros onde não lhe vai ser fornecida almofada e a pessoa não conseguir dormir sem uma.
Antes de iniciar o meu Caminho acabei por comprar esta, mas como fui em Março, antes da Páscoa, e tive sempre lugar em albergues oficiais não precisei de a utilizar.
Mais uma vez, é uma decisão pessoal e neste caso trata-se de  algo muito leve.
Apesar disso, todos os gramas juntos vão acabar por perfazer muitos quilos.  





16 junho 2013

Receitas | Bolo dos homens (creme de manteiga e amêndoas)

Não sei porque motivo, ao longo de gerações na minha família, o nome deste bolo se manteve Bolo dos Homens, mas a realidade é que ninguém se sentiu tentado a chamar-lhe outra coisa. E assim, dou continuidade à tradição.




Massa do bolo:
- 6 ovos + 1 clara (aproveite a gema para o recheio)
- 200g de açúcar
- 125 de farinha autolevedante

Creme Recheio:
- 3 gemas
- 200g manteiga (será melhor não substituir por becel ou margarina, porque fica pouco consistente)
- +/- 130g de açúcar em pó
- amêndoa laminada q.b. para decorar

Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar até obter um creme macio e esbranquiçado. Reserve. Bata as claras em castelo e junte ao preparado anterior, nesta fase prefiro envolver gentilmente com a colher de pau ou o salazar. Acrescente a farinha peneirada e continue a bater. Coloque a massa em  forma redonda (sem buraco), previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, e levar ao forno pré-aquecido a 180º/200 graus durante 25/30 minutos.
Mais uma vez refiro, recorro sempre à folha de alumínio para controlar a cozedura. Portanto, o que costumo fazer é colocar o papel desde início, e só o retiro a 5/10 minutos antes do fim, para ganhar cor.
Depois de desenformar, deixe arrefecer bem.

Para fazer o creme bata todos os ingredientes - as gemas, a manteiga (entretanto colocada à temperatura ambiente) e o açúcar em pó.
O sabor das amêndoas será acentuado se aproveitar o calor do forno para torrá-las levemente.
Portanto, para rechear o bolo começamos por cortá-lo em duas partes de forma a conseguir rechear o seu interior. Espalhamos uma parte do creme na parte inferior e polvilhamos com amêndoas q.b.. Depois, voltamos a colocar a parte superior do bolo, cobrimo-lo, laterais incluídas, com o restante creme e polvilhamos a restante amêndoa.
Bom apetite!


13 junho 2013

Livros - A Sombra do Vento | Carlos Ruiz Zafón

Existem livros que contam histórias tão especiais que nos iremos lembrar delas e das pessoas que as povoavam durante muitos anos, se não o resto da nossa vida.
A Sombra do Vento é um desses livros; com personagens maravilhosas, que desafiam a lógica, descrições intrincadas e coloridas e uma escrita incapaz de se apoiar em definições banais e aborrecidas, que nos apaixona nas primeiras linhas.
É o primeiro livro que leio de Carlos Ruiz Zafón mas certamente não será o último.



A Sombra do Vento começa por relatar a história de Daniel Sempere e do seu pai, livreiro de profissão, no momento em que este último levou o filho ao Cemitério dos Livros Esquecidos.
Cumprindo o ritual de escolher um livro que ali repousava e que, a partir desse momento, deveria adoptar e estimar, Daniel descobre A Sombra do Vento de Julián Carax.
Apaixonado pelo livro que acabara de ler, Daniel procura saber mais sobre o misterioso autor, que para seu espanto é tão desconhecido para o pai como era para si. Encetadas diligências para encontrar mais informações, acaba por descobrir que alguém se tem empenhado em apagar a existência de Carax e de todas as obras que publicou.
O mote está criado para uma história cheia de suspense até ao fim, que não negligencia, no entanto, a cidade e o tempo que contextualizam esta história - a Barcelona da primeira metade do século XX - e a riqueza folclórica da sociedade em questão. Muito embora, Daniel inicie a história, não existem personagens principais, nem tão-pouco um enredo linear de contornos precisos. E apesar de contar muitas histórias de amor, não se resume a isso!

Bem sei que existem imensas pessoas que se esforçam por não gostar do livro pela imensa popularidade que alcançou. Palermice. Apesar de recorrer a algumas fórmulas certeiras, a escrita é envolvente, bem como o enredo e as personagens criadas. Além disso, é uma verdadeira apologia aos livros e à paixão que eles despertam.
Não é um livro moralista, nem prepara nenhuma lição de vida de algibeira para nos atirar no fim, em forma de recompensa. No entanto, poderia citar inúmeras frases que deliciam pela sua lógica desarmante.

O único senão é o fim que merecia maior tragicidade. Mas porque A Sombra do Vento compõe uma trilogia não será a última vez que ouço falar de Daniel Sempere e de Fermín Romero de Torres.
As trilogias não me agradam pessoalmente. Para além do risco que representa para o autor.
Dito isto, logo que possa estou a iniciar o livro que se segue!!! Para, à semelhança deste, ler de uma assentada.

09 junho 2013

Receitas | Tarte de coco

Mais um bolo de coco! Esta receita foi-me dada por uma tia minha, que me disse ter tirado de um livro de culinária há muitos anos. Infelizmente, ela não me disse qual era o livro e/ou de quem. Lamento não poder dar o crédito, mas se conseguir saber volto para actualizar!
Entretanto, juntei algumas alterações minhas. Por norma, perseguem sempre o mesmo objectivo: diminuir no açúcar e na manteiga.




Massa:
- 125 g de farinha simples
- 75g de margarina
- Sal e água q.b.
- Umas gotas de sumo de limão

(nota: quem quiser usar uma massa de compra para poupar tempo, pode e deve fazê-lo. Já utilizei a massa quebrada do continente, que prefiro em relação à do pingo doce, e resultou lindamente!)

Recheio:
- 100g de coco ralado
- 3 ovos e 2 gemas
- 300 g de açúcar
- 1,5 dl de água
- Açúcar em pó para polvilhar


 Preparação:
Amasse todos os ingredientes, exceptuando o sal se a margarina já tiver. Deverá ficar com uma massa elástica e amanteigada. Deixe a massa repousar um pouco e depois, com o rolo ou à mão, estenda e forre a tarteira.
Eu costumo colocar à mão, utilizando os polegares para conseguir estender a massa. Como esta é uma massa crocante deve mesmo ficar o mais fina possível para um melhor resultado. Não deixe nenhum buraco na massa.
Para o recheio, comece pelo açúcar em ponto pérola. Para isso, leve 1,5 dl de água num tachinho ao lume com os 300g de açúcar. Deverá ferver uns minutos até atingir o ponto pretendido. Desligue e deixe arrefecer.
Entretanto deverá bater os ovos e as gemas com um garfo. Logo que veja que o açúcar arrefeceu o suficiente para os ovos não cozerem misture-os com o açúcar em ponto pérola, mexendo bem. Por fim junte os 100g de coco ralado. Encha a tarteira, previamente forrada com a massa, e leve a forno médio (180º - 200º), por cerca de 35-40 minutos.
Eu recorro sempre à folha de alumínio para controlar a cozedura. Portanto, o que costumo fazer é colocar o papel desde início, e só o retiro a 5/10 minutos antes do fim, para ganhar cor.
Depois de desenformar, deixe arrefecer e decore a tarte polvilhando com o açúcar em pó.
Bom apetite!



03 junho 2013

Variante Espiritual do Caminho Português

Recebi um folheto sobre esta variante do Caminho Português, aquando da minha estada em Pontevedra.
Vou tentar reproduzir a informação nele contida.
Eis o mapa do caminho.

Mapa retirado de folheto informativo
Fundación Camino Portugués de Santiago / Mancomunidade do Salnés

Esta Variante Espiritual coincide com o Caminho Português até Pontevedra, vindo a encontrá-lo novamente em Pontecesures.  As etapas que se seguem a Pontevedra são:

1ª Etapa | Pontevedra - Armenteira
19,65 km
Dificuldade: média - alta
Recomendações: Nos últimos 7 km não existem estabelecimentos onde comprar água.

2ª Etapa | Armenteira - Vilanova de Arousa
23,60 km
Dificuldade: média

3ª Etapa | Vilanova de Arousa - Santiago de Compostela
15 milhas náuticas + 26,00 km
Dificuldade: média - alta

Para mais informações, sobre as diferentes embarcações que fazem Ría de Arousa/Rio Ulla:
Ruta Rias Baixas  - T. +34 649 954 289 - 986 524 631
Mar de Aguiño - www.mardeaguiño.es | T. +34 619 978 390
Illas Atlanticas - www.illasatlanticas.com | T. +34 692 168 303 - 692 169 850 - 625 050 291

A esta data o preço da travessia é de 45€ e as embarcações exigem um número mínimo de passageiros. Nos sites das empresas acima mencionadas referem as vantagens de fazer reserva, incluindo pagamento, já que assim poderá ter acesso a um desconto.


Segundo uma reportagem feita pelo Canal Rías Baixas, de 20 Julho de 2012, é possível obter a Compostela através desta vertente do Caminho.
"Para acreditar o paso dos visitantes, tanto os dous mosteiros, como as oficinas de turismo dos catro concellos do Salnés dispoñen de cadanseu selo. Con eles, e cos quilómetros necesarios feitos poden conseguir a Compostela, unha vez chegados á Capital de Galicia."


Também não precisa de se preocupar com a sinalização do Caminho, já que desde Pontevedra encontrará esta sinalética referente à Variante espiritual.



Partilho, também, um vídeo que encontrei com mais informação disponível:


Livros - South of the Border, West of the Sun | Haruki Murakami

Este foi o primeiro livro que li de Haruki Murakami, um autor japonês, a conselho de uma amiga.
Devo confessar que, ao contrário da crítica que considera esta uma grande história de amor, achei que se tratava de uma história morna, com pouco de amor à mistura. Mas ainda assim recomendo a sua leitura. Relembra-nos a capacidade infinita que o ser humano possui para sabotar a sua própria felicidade.




Li algures que quando alguém faz uma avaliação sobre um livro que leu, deveria evitar fazer juízos de valor.
Não sei se tal será possível. Implicaria desligar todos os filtros que criei, desde que nasci, e olhar para este romance como se nunca tivesse amado, como se não reconhecesse certos traços de personalidade, como se nunca tivesse sofrido e feito sofrer.
Claro que quando falamos de um romance publicado originalmente em 1992, sob os padrões da cultura japonesa da época, tem de existir um distanciamento que nos permita contextualizar esta história.
Mas quando falamos de carácter, de qualidades e defeitos intrínsecos à condição humana, é normal que a tendência seja para comparar com as nossa próprias experiências. E, sem dúvida, esta é uma perspectiva muito masculina do amor, com a qual não me consegui relacionar totalmente (enfatizada pelo facto de esta história se situar no seio de uma sociedade patriarcal).

A história centra-se no percurso de Hajime, filho único, algo raro no Japão da época, o que irá moldar a sua personalidade e acentuar o seu lado individualista. Desde a sua infância e a descoberta da amizade ao lado de Shimamoto, até ao momento em que, já casado e pai de duas filhas, reencontra a amiga para definitivamente permitir que os sentimentos que (ainda) nutria por ela sejam despertos.

Mas a palavra que sinto cravada a ferros na minha mente sobre este romance é morno. Tudo nele é morno. O começo que demora a agarra o leitor, a relação entre as personagens... até as cenas de sexo foram incapazes de provocar um rubor na minha face. Têm tanto de explícito como de desapaixonadas.
Para além de que o mistério exagerado à volta do percurso de Shimamoto, não me permitiu criar empatia com a personagem. Mistério não deve ser literalmente a ausência de informação.

O melhor deste livro é, na minha opinião, a construção da personalidade de Hajime. Que, tal como acontece na realidade, pode ser constituída por características, muitas vezes, contraditórias. Quanto a Hajime, acredito que apesar da sua tendência para magoar quem o ama, seja basicamente uma pessoa decente.
Apesar disso, a sua tendência para a traição é um comportamento muito explorado neste livro. Desde a inconsciente, a física, a moral, até à que é perpetuada contra a sua própria pessoa. Pela minha experiência, a obcessão por alguém do passado, inalcançavel, não é mais do que uma traição para com o presente. Nunca tive a tendência de Hajime para a autodestruição. Para outros fará todo os sentido. 
Por isso mesmo, o fim deixa em aberto imensas possibilidades sobre o destino destes "star-crossed lovers". Basta imaginação.

28 maio 2013

Restaurante Porto - Conga | Casa das bifanas

Para quem é do Porto, ou o visita frequentemente, o restaurante Conga dispensa apresentações.
No entanto, alguns desses talvez desconheçam que foi inaugurado, no início do ano, um novo espaço logo ao lado do original.
De acordo com Sérgio Oliveira, gerente do restaurante, mantém-se a tradição da comida num espaço que vai de encontro com a reabilitação da baixa da cidade: não querendo perder a sua identidade, pretende oferecer melhores condições, melhores níveis de salubridade e um espaço mais apelativo e moderno.

Agora, quanto à comida.
Quer o caldo verde, quer as papas de serrabulho, eram escolhas possíveis. Originárias do Norte de Portugal, qualquer uma delas combina lindamente com as bifanas que se vão seguir. No meu caso, optei pelo caldo verde, porque embora seja muito difícil resistir a umas boas papas, tenho a sorte de as comer caseiras e muito raramente as como em restaurantes. E o caldo verde estava muito bom!


Quanto às bifanas, que são o prato que deu a fama ao restaurante, devo confessar que desta vez não estavam tão boas como de costume. Vou considerar que se deveu à enorme afluência. Devem ser dias raros, já que conheço pessoas que lá vão regularmente há quase 30 anos!
Deva-se referir que se não é muito tolerante a picante não vale a pena lá ir! É que não é mais ou menos picante, é assumida e orgulhosamente picante. Ainda para mais se a bifana for com "beijinho" no molho como a minha!


De sobremesa, uns rebuçados em massa filo e chocolate, acompanhados de uma bola de gelado.




Restaurante Conga | Rua do Bonjardim, 314 - 318
4440-452 Porto - Portugal

Etapa Ponte de Lima - Valença

Como já tinha referido aqui, apesar de termos iniciado o caminho em Tui, conhecemos em Porriño o André Bento, que havia iniciado o caminho em Ponte de Lima. Caminhamos juntos e juntos chegamos a Santiago de Compostela. E como mantivemos o contacto, o André teve a gentileza de partilhar o seu relato da etapa Ponte de Lima - Valença para que eu o pudesse partilhar, aqui no blogue.

Aqui fica o relato:

"Ao sair do albergue de Ponte de Lima encontra-se logo as setas amarelas do lado direito, que seguem por uma estradita até dar com caminhos rurais por entre campos e videiras.
Como o dia anterior tinha sido de chuva e o caminho era limitado por muros de pedra, o caminho deixou de ser caminho e passou a ser uma ribeira, molhando os pés todos com uma junção de água e lama, até começar uma estrada que guiava por dentro de uma cidadezinha, com uma pequena capelinha no centro.
Ao fim dessa cidade começa a maior parte do caminho de terra por entre pinheiros e eucaliptos até chegar ao albergue de S. Pedro de Rubiães que fica já a 20km de Ponte de Lima.
Durante esse caminho há que ter cuidado pois há um corte à direita muito íngreme que pode não ser visto e andar mais de 1km até perceber que se está na direcção errada, que foi o que me aconteceu.
Em direção a Rubiães encontra-se a Cruz dos Franceses e a placa nela colocada relembrando Michelle Kleist, peregrina australiana, com vários artefactos que os peregrinos que lá passam vão deixando, algumas cruzes, postes com indicações do caminho de Santiago, etc.
Em suma, é o caminho mais complicado de se fazer, na minha opinião, pois é muito íngreme e pode-se tornar complicado de se fazer se não for o primeiro dia de caminhada enquanto a pessoa se encontra “fresca”.
O caminho encontra-se repleto de setas amarelas e de cerca de 10 em 10 metros encontra-se uma seta amarela sendo assim difícil de se perder.
Para quem tiver como etapa final do dia Valença ainda tem mais 20km para percorrer, sendo os últimos 10km os mais complicados, não pelo caminho em si, mas devido a ser quase sempre em estrada e ao cansaço do caminho percorrido."

André Bento
Escoteiro de AEP 122 Mira-Sintra


Cruz dos Franceses
e a placa colocada em memória
 de Michelle Kleist, peregrina australiana.

Saiba mais sobre os albergues de Ponte de Lima e Valença.
Para ver mais sobre as restantes etapas, carregue aqui.


***Actualização:
Aproveito ainda para apelar a todos os peregrinos que cuidem e estimem o Caminho que é tão valioso para todos nós. De há uns tempos para cá, têm-se acumulado dezenas de objectos deixados pelos peregrinos, num gesto simbólico de homenagem, junto à cruz na Serra da Labruja. No entanto, falamos de objectos não degradáveis, tais como garrafas de água, roupa, chapéus, calçado, entre muitas outras coisas. Com isto, a Cruz dos franceses e a placa em memória da peregrina Michelle Kleist deixaram de ser o mais relevante, assemelhando-se o conjunto a uma lixeira a céu aberto. Não é sanitário, não é belo, não é o que o Caminho merece de nós, peregrinos. 
Dia 09 de Outubro de 2013 será feita uma limpeza por alguns peregrinos, que irão disponibilizar o seu tempo e trabalho ao serviço do caminho, para melhorar esta paisagem, actualmente desvirtuada pela passagem humana. A partir daí, esperemos que o bom senso evite que esta situação se repita.

Contribua para que este local se mantenha limpo, salubre e de acordo com a paisagem que o rodeia! Obrigada!




Agradecimento a Nuno Ribeiro, pela cedência das fotos

25 maio 2013

Receitas | Bolo húmido de coco

Bem, acho que para quem gosta tanto de comida como eu era praticamente inevitável não utilizar esta plataforma para partilhar duas das maiores experiências que podemos ter: cozinhar e comer!
E se já existem tantos blogues a partilhar receitas, agora que cozinhar está tão na moda, porque não dar também o meu contributo...

A primeira receita que vos trago tinha de ser de um bolo. Para além de ser impossível resistir-lhes, adoro fazê-los! 
Este bolo é de coco e distingue-se dos demais pela calda que lhe é aplicada no fim. Tanto é perfeito para um lanche de verão como para acompanhar um chá, numa noite fria de Inverno. E não podia ser mais fácil.

Tirei esta receita do site http://pt.petitchef.com/, mas por mais que procure não consigo encontrá-la.
Fica aqui a minha versão.


Ingredientes:
- 5 ovos
- 200g açúcar
- 250 de farinha autolevedante
- 6 colheres de sopa de leite
- 70g de margarina
- 50g de coco

Calda:
- 1 chávena de leite
- 3/4 chávena de açucar
- 1 colher de sopa de coco


Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar, até obter um creme macio e esbranquiçado. Reserve. Bata as claras em castelo e junte ao preparado anterior, nesta fase prefiro envolver gentilmente com a colher de pau ou o salazar. Agora sim, comece a bater à medida que vai adicionando a margarina, a farinha, o leite e o coco.

Relativamente à forma utilizada, já o fiz de duas maneiras: em forma quadrada em que no fim corto em pequenos pedaços de tamanho idêntico, tal como na foto. Para servir numa festa é muito prático mas tem a desvantagem de secar mais rápido; ou então faço na típica forma de pão-de-ló que é muito mais apropriada quando faço o bolo de véspera para se comer no dia seguinte.

Seja qual for a escolhida, unte a forma com margarina e farinha, verta a massa e leve ao forno a 180º.
Em forma quadrada, leva 15 min. com papel de alumínio e mais alguns para alourar.
Em forma de pão-de-ló, leva 25 min. com papel de alumínio e mais alguns para alourar.
Mas os fornos variam muito. Por isso aconselho a ir fazendo o teste do palito e não deixar o bolo secar muito. Mas se acontecer não desespere, a calda vai humedecê-lo bastante.

Após tirar o bolo do forno, mantenha-o na forma e comece a fazer a calda. Basta levar os ingredientes num tachinho ao lume e deixar levantar fervura. 
Ainda com o bolo na forma,  faça uma série de furos com um palito para a calda penetrar melhor no bolo, com uma faca descole da forma os lados e o centro do bolo e depois verta a calda. Logo que veja que a calda foi devidamente absorvida, pode desenformar. Decore o bolo polvilhando com mais coco ralado.
Bom apetite!





23 maio 2013

Filmes | 1º Trimestre 2013

Estreias | Janeiro

Decisão de Risco (Flight) | 7.5/10
Denzel Washington está intimamente ligado ao género cinematográfico da apologia ao herói improvável. E neste filme não se afasta completamente das suas típicas personagens. A diferença é que este herói tem um carácter mais falível que o costume. O filme levanta questões muito pertinentes mas não desaparecem por completo as façanhas e os efeitos especiais.  

Guia para um final Feliz (Silver Linings Playbook) | 8/10
É um bom filme muito embora não corresponda às expectativas criadas pela crítica. Aliás, por muito que simpatize com a Jennifer Lawrence, este papel merecia, se tanto, apenas a nomeação ao óscar de melhor actriz.

00:30 Hora Negra (Zero Dark Thirty) | 8/10
Este é um filme que tem de ser avaliado para além da perspectiva do entretenimento. A carga política que ele carrega, aliada à importância de ser uma agente a descobrir o paradeiro do homem mais procurado do planeta, fomenta opiniões diversas. A realidade é que é muito mais ficcional do que o esperado. Apesar de certos momentos do enredo parecerem afastar-se da política americana, não deixa de se revelar propagandista. Vale pela interpretação de Jessica Chastain e a fotografia, que me agrada pessoalmente.

Django Libertado (Django Unchained) | 9/10 
Os universos de Quentin Tarantino são sempre fantásticos. E com um elenco destes era quase impossível o filme não ser tão bom quanto é! A única coisa que não percebo é como o Dr. King Schultz é considerado uma personagem secundária, quando este domina grande parte das cenas. 

O impossível (Lo imposible) | 8.5/10 
Este filme é baseado na história verídica de uma família durante um evento que afectou milhões de pessoas: o sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004. Dentro das limitações do género, este filme é muito bom! Porque a ideia é mesmo pôr-nos a sofrer por aquelas pessoas, levar-nos ao desespero e mostrar-nos que uma tragédia não é feita de números! As interpretações de Naomi Watts e Tom Holland fizeram-me soluçar de tanto choro!
Naomi Watts e Tom Holland,chevrolet equinox
Naomi Watts e Tom Holland,chevrolet equinox
Naomi Watts e Tom Holland,chevrolet equinox

Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas (Hansel e Gretel: Witch Hunters) | 5/10 
Alguém me explica porque é que Jeremy Renner se prestou a isto? Poderia ser uma comédia.
Hansel e Gretel são caçadores de bruxas com uma mistura de agentes de FBI.
O cenário medieval com referências modernas resultou em "A Knight's Tale" porque foi bem feito e era novidade. Aqui torna o filme ridículo.

Lincoln | 8.5/10 
Para quem gosta de filmes biográficos e adora cenas carregadas de tensão é perfeito! Grande interpretação de Daniel Day-Lewis, mas para meu desespero Sally Field (AKA Regina Duarte americana) tem este péssimo hábito de exagerar as suas interpretações. Mesmo conhecendo os contornos da história de Mary Todd Lincoln pedíamos uma primeira-dama menos caricaturada.




Estreias | Fevereiro

Sangue Quente (Warm bodies) | 5/10
O enredo, no contexto certo, poderia dar um filme interessante. Mas nunca numa comédia romântica! 
Bem, se não tiver mais nada para fazer...

Aguenta-te aos 40 (This is 40)4/10
Se os 40 fossem tão dolorosos quanto ver este filme, então poucos seriam os que aguentariam! Leslie Mann conseguiu definir um novo padrão para irritante!

Cidade Dividida (Broken city) | 6/10
Mark Wahlberg tem aquela capacidade incrível de nivelar por baixo todos os filmes em que participa. O filme é razoável. Igual a tantos outros. 

Força Anti-Crime (The Gangster Squad) | 7.5/10
Todo e qualquer filme que junte Ryan Gosling e Emma Stone deve ser visto. Tenho dito!





Estreias | Março

Efeitos Secundários (Side Effects) | 7/10
O enredo é bom, o elenco também mas o filme é tão somente razoável! Algumas escolhas menos conseguidas durante o filme e um final mesmo pobrezinho, com aquela última cena tão previsível!


22 maio 2013

Música - The Source ft Candi Station | You've Got the Love

Desde o início do mês que a FOX Life tem transmitido, em episódio duplo, uma das mais amadas séries de televisão - O Sexo e a Cidade.
Eu tenho consumido compulsiva e avidamente cada episódio. De tal forma que acabei por rever o final da série... por momentos, já não sabia se odiava o Mr. Big o suficiente ou se, no final, ele se redimira apropriadamente. Anyway...


Do episódio ficou-me na cabeça a frase fantástica da Carrie... 
I'm looking for love. Real love. Ridiculous, inconvenient, consuming, can't-live-without-each-other love.
E a magnífica música que, erradamente, pensava pertencer originalmente a Florence and The Machine. Na verdade You've Got the Love é uma música de The Source ft Candi Station, que vale a pena ouvir na versão Now Voyager Mix. 


Evento 4000 Ateliers

O Evento 4000 Ateliers | Edição 2013 é já este Sábado, dia 25 de Maio.
Para que saiba exactamente que gabinetes visitar e planear o seu percurso, a organização já disponibilizou o mapa com a devida informação. 

Mapa do evento | 2ª Edição

Um dos gabinetes abertos ao público 
ADOFF.ZURCATNAS
Praça Guilherme Gomes Fernandes
Nº 58 | 2º Frente | 4050-294 Porto

Saiba mais em http://4000ateliers.blogspot.pt/.
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