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31 dezembro 2013

Receitas | Bolachas manteiga (com chocolate, baunilha e coco)

♩♪ ♫ ♬♭♪  ♬♭♩♪ ♫ ♬

You better watch out,
You better not cry,
Better not pout,
I'm telling you why:
Santa Claus is coming to town.  

♩♪ ♫ ♬♭♪  ♬♭♩♪ ♫ ♬


 


E já estamos quase na passagem de ano! Não tinha tido ainda oportunidade de publicar o post sobre estas bolachinhas de manteiga que fiz para finalizar os meus cabazes de natal... A receita baseou-se numa do blogue Chez Sónia, mas fiz algumas alterações porque prefiro as bolachas menos crocantes. 
Por isso, apesar dos ingredientes serem os mesmo, optei por tê-las menos tempo no forno.

Ingredientes:
- 500g de farinha 
- 200g de açúcar
- 200g de manteiga
- 2 ovos

Preparação:
Começar por misturar o açúcar com a manteiga. Adicionar os ovos, individualmente, até obter um creme fofo. Juntar a farinha de uma só vez. 
Agora vem a parte em que podemos divertir-nos com os sabores a experimentar. Para isso,  separei a massa em quatro partes: uma deixei ao natural, só com o sabor da manteiga, noutra coloquei chocolate em pó e por fim, nas outras duas coloquei essência de baunilha q.b., sendo que numa delas ainda acrescentei coco ralado. As de coco são as preferidas a partir de agora, devo dizer.
Agora basta estender a massa com o rolo de cozinha, até ficar com cerca de 5 mm de espessura. Cortar com as formas e levar  num tabuleiro com papel vegetal a cozer em forno pré-aquecido a 160º cerca de 7/8 min. 
Antigamente eu deixava-as dourar bastante mais mas acabavam por ficar demasiado duras para o meu gosto. Como os fornos variam imenso, nada como testar. 
Bom apetite! 





11 dezembro 2013

Presentes Natal DIY | Limões em conserva (na salmoura)

Estes últimos tempos têm sido prolíferos em experiências, que uma vez mais têm como finalidade ir parar aos meus mini-cabazes de Natal! 
Desta vez trago algo pouco usual na nossa cozinha mas que com a introdução, nos últimos anos, de cozinhas internacionais nas casas portugueses convém começar a entranhar-se, por muito que se estranhe ao princípio! Os limões em conserva são especialmente usados na cozinha marroquina. Mas não se atrapalhe; se, à minha semelhança não fez muitas incursões pela cozinha do norte de África, pode sempre usar os limões para temperar um peixe que vai assar no forno, cortados em juliana para colorir uma salada ou no tempero de umas maravilhosas azeitonas.





Para fazer os limões em conserva consultei várias receitas que tinham muitas variações entre elas e acabei por compor uma, com o que mais se coadunava com o que o meu instinto me aconselhava.
A primeira escolha que fiz foi fazer apenas com limões biológicos, que trouxe de casa dos meus pais.
Apesar de algumas receitas indicarem que, caso os limões não sejam biológicos, se resolve ao coloca-los em água a ferver por alguns instantes, outras são muito assertivas ao garantir que o tratamento encerado que os limões de supermercado recebem impede a conserva dos limões. 
A segunda escolha foi fazê-los mais ao natural neste primeira incursão por conserva de limões, já que é um gosto que tenho que adquirir. Para isso só os temperei com tomilho, excluindo muitos temperos que outras receitas propõem: canela, açúcar, mel, louro, malaguetas e pimentas.
Por fim, os meus frascos eram pequenos pelo que tiveram de ser feitas algumas adaptações.





Ingredientes para dois frascos pequenos:
- 3 limões biológicos
- Sumo de limões q.b. para cobrir 3/4 do frasco
- 1 clh chá de sal marinho por cada 1/4 de limão (se conseguir colocar nos seus frascos, os limões inteiros usar 1 clh de sopa de sal por limão)
-  Sal marinho q.b. para colocar no fundo e topo do frasco
- Tomilho fresco
- Água fervida q.b. para cobrir 1/4 do frasco

Preparação:
Comece por esterilizar os frascos e tampas em água a ferver, durante 15 minutos.
Lave bem os limões, se necessário esfregue com uma escova e seque-os com papel absorvente.
A maioria das receitas aconselha a cortar os limões com cortes longitudinais, formando um X entre eles, mas mantendo a base inteira para que estes não se separem, como se vê na primeira imagem. O sal será colocado dentro dos cortes e o limão fechado novamente.
No entanto, os meus frascos são bem pequenos e levaram cerca de limão e meio em cada um. Por isso, fui obrigada a cortar os limões em quartos e colocar o sal dentro do corte e sobre a polpa do limão.
Colocar duas colheres de chá de sal marinho no fundo do frasco. Começar a condicionar os limões, não deixando muito espaço entre eles. Auxiliei-me de uma colher de pau, previamente esterilizada, que usava para empurrar os limões e junta-los, soltando o sumo destes neste processo. Entretanto, ía colocando o tomilho fresco entre os limões.
No final, o sumo dos limões não chegava, de todo, ao topo do frasco.
Algumas receitas que consultei só colocavam sumo de limão até cobrir a totalidade dos limões, outras  colocavam sumo de um limão e enchiam o restante com água fervida.
Eu acabei por fazer um misto: coloquei sumo de limão até cobrir 3/4 do frasco e cobri o restante com água fervida e coloquei mais duas colheres de chá de sal marinho no topo do frasco, antes de fechar o frasco.
Coloca-los em local seco e fresco. Durante a primeira semana, abaná-los delicadamente todos os dias, para dissolver o sal.
Ficam prontos para utilizar em 4 semanas e conservam-se na salmoura pelo menos 6 meses.
Para utilizar, retirar do frasco, descartar a polpa do limão e utilizar apenas a casca, que convém passar por água para retirar o sal. 
Bom apetite e Bom Natal!



07 dezembro 2013

Presentes Natal DIY | Compota de Pêra com Vinho do Porto e canela

E cá continuo eu na produção dos meus mini-cabazes de natal! 
Desta vez estive a fazer compota de Pêra com vinho do Porto e canela. Uma compota que resulta bem doce, até pela adição do vinho do porto, e portanto com tendência para passar do ponto. Mas a atenção que é exigida vale bem a pena. Claro que guardei um frasquinho para mim que tenho usado com moderação a acompanhar umas tostas com queijo Brie. Ok! Secalhar sem muita moderação... mas quem resiste???!!





Ingredientes:
- 1 Kg de pêra descascada e cortada em cubos
- 700g açúcar
- 1 chávena de café de Vinho do Porto
- 2 paus de canela
- sumo de um limão e uma casca do mesmo
- 150 ml água

Preparação:
Comece por descascar as pêras e cortá-la em cubos pequenos (podem ser maiores se preferir passar a varinha mágica no fim). 
Colocar todos os ingredientes num tacho e cozinhar em lume brando, vigiando e mexendo frequentemente, até o doce atingir o ponto estrada.
Conforme goste da compota pode passar ou não a varinha mágica para uniformizar a textura do doce. Eu pessoalmente prefiro fazê-lo quando a fruta já está tenra mas antes do doce atingir o ponto estrada, porque o movimento da varinha mágica parece alterar os cristais do açúcar e sinto-me mais segura se o fizer antes do ponto para o controlar melhor.
O ponto estrada foi atingido quando ao atravessar com o dedo um pouco do doce num prato, este formar uma estrada que não volta a ser fechada pelo doce.  
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro, previamente esterilizados (num tacho com água a ferver durante cerca de 10/15 min.) e sele-os bem. Se os colocar imediatamente de cabeça para baixo será criado vácuo que ajudará a conservar o doce durante mais tempo. Deixe-os estar assim até estes terem arrefecido por completo.
Conservar em local fresco e seco.
Bom apetite e Bom Natal!




02 dezembro 2013

Receitas | Aletria da minha mãe

Na continuação do post anterior, aqui fica a aletria da minha mãe. Uma versão mais leve da aletria feita com leite, por se utilizar água na base da sua confecção.
Não tem a indulgência da aletria cremosa mas também tem o seu lugar: a textura é agradável, não é de todo demasiada compacta como muitas aletrias que provei e é mais leve nas calorias também. 



Ingredientes:

- 250 gr de massa aletria
- 1 L de água
- Casca de limão
- 1 pau de canela
- Açúcar a gosto (cerca de 100 gr de açúcar)
- 1 pitada de sal
- 2 gemas dissolvidas em leite q.b.
- Canela em pó para decorar


Preparação:

Colocar a água a ferver, com a casca de limão, o pau de canela, a pitada de sal e o açúcar a gosto.
Logo que ferva, colocar a aletria a cozer.
Deixar evaporar a água e retirar do lume.
Dissolver as gemas com um pouco de leite e adicionar à aletria.
Levar novamente ao lume, o suficiente para as gemas se unirem aos fios de aletria (cerca de um minuto). É importante não deixar secar demasiado.
Servir e decorar com canela em pó! 

Bom apetite!

Receitas | Aletria cremosa

Com o Natal, chegam as noites frias, passadas no sofá. Acompanhadas com um chá aromático, chocolate quente ou um doce Natalício. 
Um dos mais típicos doces é a aletria, que se apresenta sempre com aspecto semelhante mas com receitas que variam consideravelmente de casa para casa.

A aletria da minha mãe é feita com água pelo que fica muito leve, em que cada fio de aletria se sente individualmente. Mas no outro dia, apeteceu-me fazer uma aletria mais cremosa e deparei-me com esta receita no Coisas boas sem remorsos…! Garanto que é uma receita para repetir. Uma delícia!




Ingredientes:

- 150 gr de massa aletria
- 1 L de leite
- Casca de 1 limão
- 2 paus de canela
- 200 gr de açúcar
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 6 gemas
- Canela em pó para decorar


Preparação:

Levar a aletria a cozer num tacho com água, durante aproximadamente 5 minutos. 
Do litro de leite que irá utilizar, separar um pouco para ajudar a dissolver as gemas, entretanto batidas e que irá reservar para utilizar mais à frente.
Levar o restante leite, a casca de limão, a canela em pau e o açúcar, num tacho ao lume. 
Quando tiverem passado os 5 minutos, escorrer a aletria. Retirar as cascas de limão e os paus de canela. 
Quando o leite estiver quente, juntar a aletria escorrida. Estes irão cozinhar em lume brando, até a massa ter absorvido quase todo o leite. Não se esqueça de mexer!
Retirar do lume quando restar muito pouco leite entre os fio da aletria. Juntar a manteiga e mexer.   Juntar um pouco da aletria quente às gemas batidas que estavam reservadas, para estas não talharem, antes de as verter para o tacho da aletria. Mexer bem.
Levar um pouco mais ao lume para cozer as gemas cerca de 1 ou 2 minutos apenas. 
Decorar com canela em pó.

*Nota: só utilizei 5 gemas e ficou óptimo na mesma. 

Bom apetite!

Presentes Natal DIY | Sal aromatizado

Bem, o Natal já se instalou definitavamente cá em casa. A árvore já está feita há duas semanas, no duche já se cantam canções de Natal e chegou a hora de se começar a pensar nos presentes. Tenho uma família grande, barulhenta, à italiana mesmo e, na verdade, o Natal é sempre fantástico e muito pouco depende do consumismo da época. Pelo que há muito que se definiu que os presentes são para os miúdos e que entre adultos se faz uma divertida troca de presentes com um valor simbólico.

Este ano decidi tornar esse valor ainda mais simbólico e compor uns cabazes de Natal feitos por mim. O primeiro elemento que decidi fazer foi sal aromatizado. Com diferentes composições, criei um sal aromatizado mais vocacionado para temperar peixe e outro para carne de porco. Os frascos comprei por 50 cêntimos, escrevi a etiqueta à mão, colocando no verso a composição da mistura. 
Os verdadeiros presentes DIY - Do it yourself!
E os aromas são fantásticos :)

Sal aromatizado para peixe

Sal aromatizado para peixe:
- Sal marinho
- Raspa de limão (bastante)
- Salsa
- Pimenta Rosa (em grão, esmagada no almofariz)
- Alho seco



Sal aromatizado para carne de porco


Sal aromatizado para carne de porco:
- Sal marinho
- Louro
- Tomilho
- Pimenta preta
- Alho seco
- Pimenta de Caiena (s/ sementes)
- Raspa de limão


Bons Cozinhados e Feliz Natal!

07 novembro 2013

Receitas | Cozer e congelar feijão

Não vale a pena estar a dissertar muito sobre o facto de, hoje em dia, as pessoas, e aqui recuso-me a dizer mulheres, terem pouco tempo para produzirem as suas refeições pelo que o planeamento é essencial para se gastar pouco dinheiro e se comer saudável. 
Umas das soluções que encontrei foi comprar as leguminosas secas, re-hidratar em casa e cozinha-las. Depois disso, conservo-as pela congelação e uso à medida das necessidades.

As leguminosas têm tempos distintos de cozedura e convém controlar o processo, já que é um alimento que se demasiado cozinhado e ao perder a sua firmeza, perde uma das suas melhores características. Também deve considerar se vai consumir as leguminosas logo após a descongelação, para saladas por exemplo, ou se vai adicionar a alguma receita que esteja a confeccionar. Isso vai definir o tempo de cozedura e o sal com que vai temperar a água para cozinhar o grão. Se for adicionar o grão-de-bico, por exemplo, a uma sopa ou cozido convém não temperar demasiado e terminar a cozedura com o grão ainda firme para depois não se desfazer na sopa.

Hidratação do grão
Para a grande maioria dos grãos o ideal é deixar a demolhar durante a noite. Apenas a lentilha difere: a lentilha vulgar demolha em 2 horas e a de coral, descascada, não necessita sequer.
Coloque água num recipiente, deixando volume de água suficiente para o grão expandir.
Para saber mais sobre quanto tempo deve demolhar, consulte esta tabela.

Cozedura
Para além de tempos de cozedura diferentes, também tempero as leguminosas de forma distinta.
Se estamos a falar de grão-de-bico ou feijão-frade, que aqui apresento, descarto-me da água que usei para demolhar o grão e tempero a água limpa, que vou levar a ferver, com sal e um fio de azeite. 
Mas se estiver a cozinhar feijão encarnado, tempero a água de cozedura com 3 folhas de louro, três dentes de alho esmagados, sal e azeite q.b., já que irei aproveitar o caldo de cozedura.
Para saber quais os tempos de cozedura, consulte esta tabela.

Congelamento
A forma como é congelado também difere: grão-de-bico ou feijão-frade são escorridos (imagem 1) e guardados em sacos de congelação em porções individuais (imagem 2). Para descongelar ou coloco em água a ferver, o suficiente para descongelar, ou então a vapor, método que prefiro pessoalmente porque não amolece o grão em demasia. 
Quanto ao feijão encarnado, congelo com o molho que se formou na cozedura e em tupperware (imagem 3). Quando preciso de utilizar para uma sopa, arroz de feijão (imagem 4) ou massa à lavrador tenho um método muito invulgar: recorro a uma chave de fendas e martelo, com os quais vou quebrando pedaços que adiciono ainda congelados. Invulgar mas super eficiente! Como não só adiciono o feijão mas também o molho, não perco quaisquer ingredientes, nem sabor. Muito mais saboroso, saudável e barato!


Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3

Imagem 4

03 outubro 2013

Receitas | Doce de Abóbora com nozes e canela


Quando a avó da nossa cara-metade nos dá abóbora e nozes acabadas de colher da sua horta, fazer este doce parece-me uma excelente forma de dar as boas-vindas ao Outono!


Ingredientes:
- 1 Kg de abóbora limpa e cortada em cubos
- 800g açúcar
- 1 clh. chá de canela
- duas cascas de limão
- Nozes q.b.

Preparação:

Comece por abrir a abóbora, retirar todas as sementes e cortá-la em cubos pequenos. 
Deixar, de um dia para o outro, a abóbora a macerar com o açúcar e a canela, num recipiente de tamanho conveniente para o aumento dos sucos.
No dia seguinte, colocar todo o conteúdo da bacia num tacho, juntamente com as duas cascas de limão.
Cozinhar em lume brando até que a abóbora esteja tenra,retirar as cascas de limão, após o qual deve passar a varinha mágica procurando atingir a textura desejada. Nesse momento, voltará a deixar o doce cozinhar em lume brando, até atingir o ponto estrada. O ponto estrada foi atingido quando ao atravessar com o dedo um pouco do doce num prato, este formar uma estrada que não volta a ser fechada pelo doce.  
Logo que o doce se encontre no ponto, coloque as nozes, trituradas grosseiramente, e deixe cozinhar mais uns 10 minutos. (No total o doce deve cozinhar entre 1h e 1:30h.)
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro, previamente esterilizados e sele-os bem. Se os colocar imediatamente de cabeça para baixo será criado vácuo que ajudará a conservar o doce durante mais tempo.
Conservar em local fresco e seco.
Fica fantástico servido em tostas com requeijão.
Bom apetite!





15 setembro 2013

Receitas | Esparguete à Bolonhesa (com cenoura e alho-francês)

Toda a gente conhece aquela sensação de experimentar algo num restaurante tão saboroso e memorável para o palato que iremos tentar reproduzir em casa até à exaustão... Não precisa de ser um prato sofisticado ou feito com ingredientes exóticos, pode tão somente ser a melhor bolonhesa que já experimentaram.
É o caso.





Esta bolonhesa continua a ser um prato fácil de se confeccionar mas com uma maior complexidade de  sabores, onde o tomate não reina mais sozinho.

Ingredientes p/ 3 pessoas:
- Azeite q.b.
- 1/2 cebola picada 
- 2 dentes de alho picados
- 2 folhas de louro
- 1 talo de alho francês cortado em rodelas finas
- 2 cenouras médias raladas 
- 2 tiras de pimento vermelho + 2 tiras de pimento verde
- 1 malagueta vermelha, sem sementes e cortada finamente 
- Polpa de tomate q.b
- Vinho branco q.b.
- 7g de açucar (1 pacote)
- Sal e pimenta q.b.
- Oregãos secos
- 450g de carne de vaca picada (ou mista)
- Queijo para polvilhar

Preparação:
Pique finamente a cebola e os dentes de alho e leve a alourar num tacho (tamanho médio) com o azeite e as folhas de louro. Quando estes tiverem a cor pretendida, junte generosamente a polpa de tomate e refresque com vinho branco. Quando voltar a levantar fervura, adicione o alho francês cortado em rodelas finas, as cenouras raladas, as tiras de pimento e a malagueta e adicione água até cobrir os vegetais. Tempere com sal e pimenta, moída na hora, e deixe cozinhar. 
Quando os vegetais estiverem tenros, retire as folhas de louro e rale o restante com a varinha mágica. Irá ficar com um molho ligeiramente alaranjado pelo que irá adicionar polpa de tomate q.b, oregãos e rectificar os temperos, se necessário. Para equilibrar a acidez do tomate junte um pacote de açucar com cerca de 7g.
Enquanto o molho apura um pouco mais, leve uma frigideira ao lume com azeite. Quando estiver quente junte a carne picada, tempere com sal e pimenta e salteie a carne até alourar. Este passo permite selar os sabores da carne e tempera-la individualmente. Logo que a carne tenha alourado, transferir o conteúdo da frigideira, incluindo sucos, para o tacho com o molho de tomate para que a carne acabe de cozinhar. Adicione mais alguns oregãos e rectifique temperos, se necessário.

Entretanto, à parte, cozinhe o esparguete em água com sal e um fio de azeite.

Sirva com mais oregãos polvilhados. O queijo é opcional, pelo que o melhor é coloca-lo na mesa para quem desejar.
Bom apetite!

26 agosto 2013

Receitas | Biscoitos de Limão da Vovó

Estes biscoitos fazem parte da minha infância. A minha avó fazia-os e guardava-os religiosamente no mesmo pote em loiça que repousava na bancada da cozinha.
Quando a visitava dizia-me para lá ir, mas para tirar só um - pronto! só mais um, então -  que, para além de ter que chegar para todos os netos, a minha avó nunca foi mulher de excessos. Especialmente no que toca a doces. E talvez por isso, me saibam tão bem hoje em dia! 

Ingredientes:
- 4 ovos inteiros
- 200g açúcar
- raspa e sumo de um limão
- 125g de margarina
- 500g de farinha autolevedante

Preparação:
Bater os ovos com o açúcar, o sumo e raspa de limão e a margarina. Acrescentar então a farinha, após o qual obterá uma massa bastante consistente. Disponha pequenas doses da massa com uma colher de sobremesa num tabuleiro, previamente untado ou forrado com papel vegetal, e leve ao forno a 220º.

Bom apetite!




17 julho 2013

Receitas | Lulas Grelhadas

Para além de preferir receitas leves no verão, também tenho tendência a preferir marisco, peixe e moluscos em substituição da carne.  Quem consegue resistir a umas lulas grelhadas ou uma salada de polvo?!
Neste caso, trago uma receita de lulas grelhadas que não tem grande segredo. Prima pela marinada que lhe confere um sabor muito fresco e aromático e o tempo de confecção que faz a diferença entre lulas duras e elásticas ou lulas tenras!




Marinada:
- Raspa e sumo de limão
- Azeite q.b.
- Salsa finamente picada
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes, cortada em juliana
- Cebola picada
- Sal e pimenta q.b.

As lulas devem ser limpas e separados os tentáculos. Quando faço lulas estufadas mantenho a pele arroxeada que estas têm pelo exterior, mas para serem grelhadas prefiro sem ela. Até porque torna mais fácil fazer os cortes em xadrez com a ponta da faca para que estas não enrolem! Mas atenção os cortes são apenas na superfície, nunca atravessando a lula de um lado ao outro. E apenas num dos lados. Quanto mais justos os cortes, melhor! Não se guiem pelos cortes das lulas da foto que estão muito espaçados. Preguiça! E por isso, algumas acabaram por enrolar.
As lulas devem ficar a marinar pelos menos duas horas. Um conselho que acho essencial é não dispensar a raspa de limão, porque faz toda a diferença. 

Quando as lulas tiverem marinado o tempo suficiente, levar o grelhador ao lume. Só colocar as lulas a grelhar quando o grelhador estiver bem quente, senão corre-se o risco que estas cozam nos sucos da marinada. 
O tempo de confecção para lulas obedece a uma regra que define que se estas cozinharem pouco tempo ficarão tenras, após o qual irão ficar rijas só voltando a ficar tenras depois de muito tempo a cozinhar (quando estufadas p.e.). Ou seja, as lulas vão grelhar 3 minutos, minuto e meio de cada lado e não mais que isso. 
Para acompanhar pode fazer umas batatas cozidas, bróculos e molho verde.
Bom apetite!



16 julho 2013

Receitas | Esparguete picante com Camarão e Mexilhão

Quando as temperaturas começam a subir, o apetite diminui. Pelo menos é o que acontece cá em casa.
E, em vez da chamada comida de conforto, dá-se preferência a receitas mais rápidas de confeccionar e leves de digerir: massas, grelhados, saladas.
Daí que esta receita seja excelente para esta época.




Ingredientes p/ duas pessoas:
- 200g mexilhão (eu usei congelados meia-concha já limpos, se usar frescos não se esqueça de os limpar e retirar as barbas) 
- 200g miolo camarão (eu utilizei 40/60)
- Três dentes de alho
- Vinho Branco q.b.
- Azeite q.b.
- Pimento vermelho em tiras
- Malagueta vermelha (comprida), sem sementes e cortada finamente
- Sal e pimenta q.b
- Salsa picada finamente
- Esparguete picante (Milaneza)

Preparação:
Leve um tacho ao lume com água e sal q.b.. Quando ferver, coloque o esparguete e deixe cozinhar. Retire quando estiver al dente e escorra a massa para um coador. 
Um truque que muitas vezes me foi aconselhado é reservar alguma da água da cozedura. Assim, se necessário, poderá acrescentar alguma ao esparguete na hora de servir, se achar que a massa já secou um pouco.
Enquanto o esparguete está a cozer, leve o azeite ao lume num tacho, juntamente com os alhos esmagados com a lâmina da faca e algumas tiras de pimento vermelho que irão aromatizar o azeite. 
Logo que o azeite esteja quente (atenção para não queimar o alho, isso acrescentaria um sabor amargo, nada agradável, ao azeite), deite os mexilhões e o miolo de camarão, sem os descongelar, tape com o testo e abane o tacho. Espere um minuto até o azeite voltar a fervilhar e acrescente o vinho branco, a salsa picada finamente e a malagueta sem sementes. Tempere com sal e pimenta moída no momento. Nova abanadela. Normalmente, nesta fase,  opto por virar os mexilhões individualmente para baixo. Volte a tapar com o testo e deixe cozinhar alguns minutos (5/6 minutos), o suficiente até os camarões ficarem totalmente opacos, abanando ligeiramente o tacho para que o marisco não se agarre ao fundo.
Não o cozinhe demasiado, principalmente os mexilhões, que ficariam duros e elásticos. 
Dependendo de como pretende servir, pode juntar o esparguete cozido e envolver com os mexilhões e o camarão, aproveitando todos os sucos do tacho. Já no recipiente final de servir polvilhe com mais um pouco de salsa finamente picada. 
Bom apetite!

Nota: Cá em casa, como gostamos da comida bem picante, eu costumo acrescentar umas gotas de piri-piri líquido ou piri-piri em grão, seco, sem sementes e picado finamente. Fica ao seu critério!

01 julho 2013

Receitas | Pastéis de Nata

Estes pastéis são excelentes em qualquer altura do ano. Mas com este calor, acabadinhos de sair do frigorífico... são irresistíveis! Aqui fica a receita, que retirei deste blogue e apresento com algumas alterações minhas!

Massa:
Quanto à massa eu opto por utilizar de compra, mais especificamente a massa quebrada do Continente, que prefiro em relação a outras (quer em relação à folhada, quer no que concerne a outros hipermercados).
Como neste caso a receita dá para cerca de 24 pastéis, utilizei 3 embalagens de massa quebrada. 
Comece por cortar, com um copo ou chávena de tamanho apropriado, círculos de massa com os quais irá forrar as formas individuais, previamente untadas com manteiga. Atenção para não deixar bolhas de ar. Reserve.

Recheio: 
- 1dl de água 
- 2 colheres de sopa de farinha
- 2 ovos
- 7 gemas
- 250 gr. de açucar 
- 5 dl de leite + casca de limão

Retire um pouco do leite, enquanto ainda está frio, para um pequeno recipiente, no qual irá dissolver a farinha.
Coloque o restante leite a ferver com a casca de limão.
Bata as gemas e os ovos, sem fazer espuma. 
Depois do leite ferver, aguarde que este arrefeça, retire a casca de limão e verta-o com a ajuda de um coador sobre os ovos, mexendo bem para que estes não cozinhem. De seguida junte o leite com a farinha dissolvida e reserve.
Leve a água e o açúcar a ferver num tacho, até obter uma calda em ponto pérola. Deixe arrefecer um pouco e verta sobre o preparado anterior.
Deite o preparado nas formas previamente forradas com a massa quebrada, com atenção para não encher demasiado.
Leve ao forno a 220º durante cerca de 25 minutos - a receita original pede 250º mas no meu é demasiado. A meio da cozedura salpique com água os pastéis para que estes baixem um pouco.    
Desenforme logo após tirar do forno.




Devido à grande porção de recheio que esta receita proporciona, tenho optado algumas vezes por reduzir a receita para metade e fazer cerca de uma dúzia de pastéis. Outras vezes, faço a receita na totalidade mas reservo metade do recheio para fazer uma tarte de nata grande, onde utilizo ou a massa quebrada de compra na mesma ou massa quebrada caseira.\




16 junho 2013

Receitas | Bolo dos homens (creme de manteiga e amêndoas)

Não sei porque motivo, ao longo de gerações na minha família, o nome deste bolo se manteve Bolo dos Homens, mas a realidade é que ninguém se sentiu tentado a chamar-lhe outra coisa. E assim, dou continuidade à tradição.




Massa do bolo:
- 6 ovos + 1 clara (aproveite a gema para o recheio)
- 200g de açúcar
- 125 de farinha autolevedante

Creme Recheio:
- 3 gemas
- 200g manteiga (será melhor não substituir por becel ou margarina, porque fica pouco consistente)
- +/- 130g de açúcar em pó
- amêndoa laminada q.b. para decorar

Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar até obter um creme macio e esbranquiçado. Reserve. Bata as claras em castelo e junte ao preparado anterior, nesta fase prefiro envolver gentilmente com a colher de pau ou o salazar. Acrescente a farinha peneirada e continue a bater. Coloque a massa em  forma redonda (sem buraco), previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, e levar ao forno pré-aquecido a 180º/200 graus durante 25/30 minutos.
Mais uma vez refiro, recorro sempre à folha de alumínio para controlar a cozedura. Portanto, o que costumo fazer é colocar o papel desde início, e só o retiro a 5/10 minutos antes do fim, para ganhar cor.
Depois de desenformar, deixe arrefecer bem.

Para fazer o creme bata todos os ingredientes - as gemas, a manteiga (entretanto colocada à temperatura ambiente) e o açúcar em pó.
O sabor das amêndoas será acentuado se aproveitar o calor do forno para torrá-las levemente.
Portanto, para rechear o bolo começamos por cortá-lo em duas partes de forma a conseguir rechear o seu interior. Espalhamos uma parte do creme na parte inferior e polvilhamos com amêndoas q.b.. Depois, voltamos a colocar a parte superior do bolo, cobrimo-lo, laterais incluídas, com o restante creme e polvilhamos a restante amêndoa.
Bom apetite!


09 junho 2013

Receitas | Tarte de coco

Mais um bolo de coco! Esta receita foi-me dada por uma tia minha, que me disse ter tirado de um livro de culinária há muitos anos. Infelizmente, ela não me disse qual era o livro e/ou de quem. Lamento não poder dar o crédito, mas se conseguir saber volto para actualizar!
Entretanto, juntei algumas alterações minhas. Por norma, perseguem sempre o mesmo objectivo: diminuir no açúcar e na manteiga.




Massa:
- 125 g de farinha simples
- 75g de margarina
- Sal e água q.b.
- Umas gotas de sumo de limão

(nota: quem quiser usar uma massa de compra para poupar tempo, pode e deve fazê-lo. Já utilizei a massa quebrada do continente, que prefiro em relação à do pingo doce, e resultou lindamente!)

Recheio:
- 100g de coco ralado
- 3 ovos e 2 gemas
- 300 g de açúcar
- 1,5 dl de água
- Açúcar em pó para polvilhar


 Preparação:
Amasse todos os ingredientes, exceptuando o sal se a margarina já tiver. Deverá ficar com uma massa elástica e amanteigada. Deixe a massa repousar um pouco e depois, com o rolo ou à mão, estenda e forre a tarteira.
Eu costumo colocar à mão, utilizando os polegares para conseguir estender a massa. Como esta é uma massa crocante deve mesmo ficar o mais fina possível para um melhor resultado. Não deixe nenhum buraco na massa.
Para o recheio, comece pelo açúcar em ponto pérola. Para isso, leve 1,5 dl de água num tachinho ao lume com os 300g de açúcar. Deverá ferver uns minutos até atingir o ponto pretendido. Desligue e deixe arrefecer.
Entretanto deverá bater os ovos e as gemas com um garfo. Logo que veja que o açúcar arrefeceu o suficiente para os ovos não cozerem misture-os com o açúcar em ponto pérola, mexendo bem. Por fim junte os 100g de coco ralado. Encha a tarteira, previamente forrada com a massa, e leve a forno médio (180º - 200º), por cerca de 35-40 minutos.
Eu recorro sempre à folha de alumínio para controlar a cozedura. Portanto, o que costumo fazer é colocar o papel desde início, e só o retiro a 5/10 minutos antes do fim, para ganhar cor.
Depois de desenformar, deixe arrefecer e decore a tarte polvilhando com o açúcar em pó.
Bom apetite!



25 maio 2013

Receitas | Bolo húmido de coco

Bem, acho que para quem gosta tanto de comida como eu era praticamente inevitável não utilizar esta plataforma para partilhar duas das maiores experiências que podemos ter: cozinhar e comer!
E se já existem tantos blogues a partilhar receitas, agora que cozinhar está tão na moda, porque não dar também o meu contributo...

A primeira receita que vos trago tinha de ser de um bolo. Para além de ser impossível resistir-lhes, adoro fazê-los! 
Este bolo é de coco e distingue-se dos demais pela calda que lhe é aplicada no fim. Tanto é perfeito para um lanche de verão como para acompanhar um chá, numa noite fria de Inverno. E não podia ser mais fácil.

Tirei esta receita do site http://pt.petitchef.com/, mas por mais que procure não consigo encontrá-la.
Fica aqui a minha versão.


Ingredientes:
- 5 ovos
- 200g açúcar
- 250 de farinha autolevedante
- 6 colheres de sopa de leite
- 70g de margarina
- 50g de coco

Calda:
- 1 chávena de leite
- 3/4 chávena de açucar
- 1 colher de sopa de coco


Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar, até obter um creme macio e esbranquiçado. Reserve. Bata as claras em castelo e junte ao preparado anterior, nesta fase prefiro envolver gentilmente com a colher de pau ou o salazar. Agora sim, comece a bater à medida que vai adicionando a margarina, a farinha, o leite e o coco.

Relativamente à forma utilizada, já o fiz de duas maneiras: em forma quadrada em que no fim corto em pequenos pedaços de tamanho idêntico, tal como na foto. Para servir numa festa é muito prático mas tem a desvantagem de secar mais rápido; ou então faço na típica forma de pão-de-ló que é muito mais apropriada quando faço o bolo de véspera para se comer no dia seguinte.

Seja qual for a escolhida, unte a forma com margarina e farinha, verta a massa e leve ao forno a 180º.
Em forma quadrada, leva 15 min. com papel de alumínio e mais alguns para alourar.
Em forma de pão-de-ló, leva 25 min. com papel de alumínio e mais alguns para alourar.
Mas os fornos variam muito. Por isso aconselho a ir fazendo o teste do palito e não deixar o bolo secar muito. Mas se acontecer não desespere, a calda vai humedecê-lo bastante.

Após tirar o bolo do forno, mantenha-o na forma e comece a fazer a calda. Basta levar os ingredientes num tachinho ao lume e deixar levantar fervura. 
Ainda com o bolo na forma,  faça uma série de furos com um palito para a calda penetrar melhor no bolo, com uma faca descole da forma os lados e o centro do bolo e depois verta a calda. Logo que veja que a calda foi devidamente absorvida, pode desenformar. Decore o bolo polvilhando com mais coco ralado.
Bom apetite!





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