30 novembro 2014

Receitas | Sopa de peixe

E chegou a minha altura preferida do ano. 
Sim, faço parte desta tão incompreendida minoria que adora o inverno, a chuva e tudo o que esta época proporciona: ler um livro à lareira, ver um filme no sofá, cachecóis e luvas, e, como é óbvio, comer a mais reconfortante comida.  Que é o caso de uma nutritiva e muito saborosa sopa de peixe.

Ingredientes:
- 1 cabeça de salmão e um rabo de corvina (ou uma posta de um peixe que tenha) 
- 4 cenouras médias
- 4 batatas médias
- 2 e 1/2 cebolas
- Lata de tomate pelado
- 1/2 pimento vermelho
- 4 dentes de alho
- 1 malagueta comprida vermelha 
- 1 caldo de marisco
- Salsa q.b.
- 2 folhas de Louro
- Sal e pimenta q.b.
- Azeite
- Piri-piri (caso goste)
- Salsa seca

Preparação:
Começar por colocar numa panela, o peixe, o caldo de marisco, as duas cebolas cortadas em pedaços, dois dentes de alho, as folhas de louro e água suficiente para cobrir o conteúdo. Tempere com sal.
Noutro tacho levar a restante cebola, picada, juntamente com os dois dentes de alho que sobraram a aloirar. Juntar o pimento vermelho em tiras, a malagueta, sem sementes, cortada em juliana e a lata de tomate pelado. Deixar refogar. Juntar as batatas e cenouras cortadas em cubos e cobrir com água a ferver (aquecida na cafeteira eléctrica.) Deixar cozinhar até os legumes estarem cozidos. 
Entretanto o peixe já está cozido. Retirar o peixe, separar pele e espinhas e desfiá-lo. Coar o caldo do peixe e reservar.
Quando os legumes estiverem cozidos, juntar metade do peixe desfiado e triturar tudo com a varinha mágica. Adicionar o caldo de peixe que havíamos reservado e voltar a passar a varinha mágica de forma a conseguir a textura pretendida. Provar e temperar devidamente. Juntar um pouco mais de piri-piri a gosto e salsa seca, se tiver. Deixar levantar fervura e desligar.
Ao servir, colocar algumas lascas de peixes, salsa fresca picada e croutons. 
Bom apetite!





15 outubro 2014

Francesinhas Porto - Yuko | Tavern Ham`s House

E assim se passaram mil anos desde a última publicação.
Se não passaram, aparentam ter passado. A verdade é que a minha vida é consideravelmente diferente daquela que tinha no último post - com todas as coisas magníficas que aconteceram mas também com algumas irremediavelmente definitivas. 
E agora mais que nunca sinto uma necessidade absoluta de sentir o conforto da velha e sempre fiável rotina. Pobre rotina. Tantas vezes criticada, mal-interpretada, ostracizada. 
A maravilhosa rotina, que em certas alturas da nossa vida, é tudo o que desejamos. 


No que concerne a este blogue nada rima melhor com rotina que francesinha.
A mais recente prova deu-se no restaurante Yuko, uma "taberna" de paredes de pedra, empestada com o cheiro de carnes fumadas e um nome japonês. Cenário estranho, certo? 

Foi-me recomendada por várias pessoas como uma francesinha incontornável na cidade do Porto e ao fim-de-semana é praticamente impossível conseguir mesa sem marcação. Mas corresponde ao que de melhor se faz noutras casas? Não.





O cheiro das carnes fumadas não só domina o espaço como a francesinha, com o presunto a ter uma presença bastante forte. Não apreciei.
O pão é massudo, servido fresco sem ser torrado, alterando a textura esperada. 
O queijo derrete bem mas é demasiado insosso. 
Da falta da linguiça nem preciso comentar.
E, por fim, o mais decepcionante de tudo: o molho. Não é horrível. Não é, simplesmente. O verdadeiro molho de francesinha é um molho maturado, construído, equilibrado. Não algo que se fez em menos de uma hora.

Enquanto conjunto é péssimo? Também não. O bife salva o conjunto para uma bem mediana e nada memorável francesinha. 
Mas não desperdiçarei mais nenhuma oportunidade de comer a maravilhosa francesinha do Francesinha Café para comer esta. 

Ah! E a sangria?? Boa, é verdade. Mas francesinha come-se com fino a acompanhar.

Rua de Costa Cabral 2331
4200-232 Porto
Tel: 22 548 2291

16 março 2014

Restaurantes | Ciao Bella!

E uma vez mais, passou praticamente um mês desde a última publicação. 
A verdade é que a atenção dada ao Little Fish irá continuar a ser reduzida, devido a outros compromissos que exigem de momento muita atenção da minha parte, mas prometo trazer novidades sempre que tiver algum tempo disponível.

Hoje tenho mesmo de aconselhar um espaço muito simpático, que já conhecia mas que hoje, com um sol fantástico e um cheirinho a verão, me pareceu maravilhoso: a pizzeria Ciao Bella! na praia da Aguda. Os preços praticados não são muito leves mas estão em conformidade com a qualidade dos pratos e o ambiente da casa. Pode optar por ficar na esplanada e usufruir da vista privilegiada para a praia ou então ficar no interior do restaurante e relaxar num espaço bem pensado, com cores leves e um ambiente descontraído. 






Hoje partilhei uma pizza Ciao Bella! (mozzarela, presunto parma, tomates cherry e rúcula) com a minha cara metade e escolhemos uma salada de camarão (com manga, ovo, azeitonas e abacate) para acompanhar. E se der essa indicação eles preparam já os pratos devidamente. 
Ambas eram excelentes com destaque para a massa da pizza fina e estaladiça, a frescura de todos os ingredientes e o molho da salada. 
Para beber uma sangria, num domingo ocioso que não exigia pressas. Com pena minha a sangria era de pressão algo que não aprecio particularmente, mas também existe quem goste precisamente por ser bastante gaseificada. De sobremesa uma mousse de chocolate e um excelente café. O preço ronda os 15 a 20 euros por pessoa. Possui serviço de Take-away.




Rua do Mar 293, Praia da Aguda
4410-332 Vila Nova de Gaia
Tel: 22 762 7273

24 fevereiro 2014

Francesinhas Porto - Francesinha Café

E continuando na senda das melhores francesinhas, trago-vos uma pequena maravilha: Francesinha Café. Uma francesinha que uma vez mais me faz questionar o fenómeno Bufete Fase e o porque de esta ter tantos adeptos!!!

Infelizmente nem o Francesinha Café é perfeito, tendo dois senãos que devem pesar à partida: um espaço desapaixonado, descaracterizado e com um péssimo sistema de exaustão. Quando de lá saírem vão sentir-se vocês mesmos uma batata frita! Disseram-nos que o espaço vai ser modificado e assim esperamos.
O outro senão prende-se com o facto do molho ter na sua composição marisco, que como já referi, não é do meu agrado. Para além disso o picante é tardio e percebido na garganta quando consumido, sendo que geralmente prefiro um picante mais construído e envolvente.
Ainda assim, imagino que para a maioria das pessoas que aprecia picante o molho é bastante bom e bastante equilibrado! E a realidade é que só aqui vi alguém pedir molho à parte em chávena de café para ir degustando esta iguaria em toda a sua plenitude!
Sim, sim, estavam mesmo a bebê-lo!



Tudo o resto é excelente!!!! Sem qualquer margem para dúvida!
O queijo é para lá de aveludado, com uma consistência maravilhosa. O Chef Fernando diz que é Gouda. E eu nem questiono.
Depois o bife. Do lombo. Tenro como nenhum outro. 
A linguiça picante a destacar-se daquela inebriante composição. E batatas cortadas à mão.
O preço tb é interessante: 22 euros por duas francesinhas, dois finos e um café!
E garanto, fui lá duas vezes nos últimos dias para não correr o risco de vos mentir: é mesmo fantástica!

** Actualização 15/10 - A melhor, sem dúvida. O molho está cada vez melhor. Qualquer francesinha comparada com esta é medíocre. E o atendimento da D. Lurdes, torna tudo ainda melhor. Só convém relembrá-la dos pedidos de tempos a tempos. Eheheh

  


Francesinha Café | Rua da Alegria, 946. 
4000 Porto 
Tel: 225502722

Francesinhas V.N.Gaia - Locanda Canelas

É com muita pena que o primeiro post do ano surge só agora mas, embora não sirva como desculpa, tenho estado muito limitada no meu tempo livre.
E o tempo que tenho tido, tenho aproveitado para fazer alguma pesquisa para o meu repertório de francesinhas  que irei agora partilhar convosco.

A primeira delas é a muito afamada francesinha do Locanda, em Canelas, que sempre me recusei a experimentar por não ser apreciadora de francesinhas de forno. 
Nem mesmo desta, que consegue fidelizar muitas pessoas e motivá-las, invariavelmente, a esperar por mesa, num restaurante sem charme e a rebentar pelas costuras.
Mas ter um blogue tem destas coisas: sinto a responsabilidade de dar continuidade aos posts e não poderia deixar de referir esta casa que é familiar a tanta gente.
E, por isso, lá experimentei!!!




Infelizmente não me fez mudar de opinião e continuarei, sempre que lá for, a optar pelas pizzas em forno de lenha.
Correspondendo às minhas baixas expectativas, a qualidade dos ingredientes é muito inferior à das melhores casas de francesinhas: queijo muito elástico e bife de fraca qualidade e com nervo. 
Depois, mas aí entra o gosto pessoal, não gosto mesmo nada do molho a ferver com aquela película que se forma à superfície, bem como do sabor a queimado do queijo, que resulta da ida ao forno. O molho também não é do meu agrado, desequilibrado com relevo para uma exagerada acidez pela quantidade de tomate usada.
Portanto, não será para repetir, certamente!!!! 

Locanda | Travessa do Buel, 40
4405-240 Canelas
Tel: 227623509

31 dezembro 2013

Feliz 2014!!!

Receitas | Bolachas manteiga (com chocolate, baunilha e coco)

♩♪ ♫ ♬♭♪  ♬♭♩♪ ♫ ♬

You better watch out,
You better not cry,
Better not pout,
I'm telling you why:
Santa Claus is coming to town.  

♩♪ ♫ ♬♭♪  ♬♭♩♪ ♫ ♬


 


E já estamos quase na passagem de ano! Não tinha tido ainda oportunidade de publicar o post sobre estas bolachinhas de manteiga que fiz para finalizar os meus cabazes de natal... A receita baseou-se numa do blogue Chez Sónia, mas fiz algumas alterações porque prefiro as bolachas menos crocantes. 
Por isso, apesar dos ingredientes serem os mesmo, optei por tê-las menos tempo no forno.

Ingredientes:
- 500g de farinha 
- 200g de açúcar
- 200g de manteiga
- 2 ovos

Preparação:
Começar por misturar o açúcar com a manteiga. Adicionar os ovos, individualmente, até obter um creme fofo. Juntar a farinha de uma só vez. 
Agora vem a parte em que podemos divertir-nos com os sabores a experimentar. Para isso,  separei a massa em quatro partes: uma deixei ao natural, só com o sabor da manteiga, noutra coloquei chocolate em pó e por fim, nas outras duas coloquei essência de baunilha q.b., sendo que numa delas ainda acrescentei coco ralado. As de coco são as preferidas a partir de agora, devo dizer.
Agora basta estender a massa com o rolo de cozinha, até ficar com cerca de 5 mm de espessura. Cortar com as formas e levar  num tabuleiro com papel vegetal a cozer em forno pré-aquecido a 160º cerca de 7/8 min. 
Antigamente eu deixava-as dourar bastante mais mas acabavam por ficar demasiado duras para o meu gosto. Como os fornos variam imenso, nada como testar. 
Bom apetite! 





11 dezembro 2013

Presentes Natal DIY | Limões em conserva (na salmoura)

Estes últimos tempos têm sido prolíferos em experiências, que uma vez mais têm como finalidade ir parar aos meus mini-cabazes de Natal! 
Desta vez trago algo pouco usual na nossa cozinha mas que com a introdução, nos últimos anos, de cozinhas internacionais nas casas portugueses convém começar a entranhar-se, por muito que se estranhe ao princípio! Os limões em conserva são especialmente usados na cozinha marroquina. Mas não se atrapalhe; se, à minha semelhança não fez muitas incursões pela cozinha do norte de África, pode sempre usar os limões para temperar um peixe que vai assar no forno, cortados em juliana para colorir uma salada ou no tempero de umas maravilhosas azeitonas.





Para fazer os limões em conserva consultei várias receitas que tinham muitas variações entre elas e acabei por compor uma, com o que mais se coadunava com o que o meu instinto me aconselhava.
A primeira escolha que fiz foi fazer apenas com limões biológicos, que trouxe de casa dos meus pais.
Apesar de algumas receitas indicarem que, caso os limões não sejam biológicos, se resolve ao coloca-los em água a ferver por alguns instantes, outras são muito assertivas ao garantir que o tratamento encerado que os limões de supermercado recebem impede a conserva dos limões. 
A segunda escolha foi fazê-los mais ao natural neste primeira incursão por conserva de limões, já que é um gosto que tenho que adquirir. Para isso só os temperei com tomilho, excluindo muitos temperos que outras receitas propõem: canela, açúcar, mel, louro, malaguetas e pimentas.
Por fim, os meus frascos eram pequenos pelo que tiveram de ser feitas algumas adaptações.





Ingredientes para dois frascos pequenos:
- 3 limões biológicos
- Sumo de limões q.b. para cobrir 3/4 do frasco
- 1 clh chá de sal marinho por cada 1/4 de limão (se conseguir colocar nos seus frascos, os limões inteiros usar 1 clh de sopa de sal por limão)
-  Sal marinho q.b. para colocar no fundo e topo do frasco
- Tomilho fresco
- Água fervida q.b. para cobrir 1/4 do frasco

Preparação:
Comece por esterilizar os frascos e tampas em água a ferver, durante 15 minutos.
Lave bem os limões, se necessário esfregue com uma escova e seque-os com papel absorvente.
A maioria das receitas aconselha a cortar os limões com cortes longitudinais, formando um X entre eles, mas mantendo a base inteira para que estes não se separem, como se vê na primeira imagem. O sal será colocado dentro dos cortes e o limão fechado novamente.
No entanto, os meus frascos são bem pequenos e levaram cerca de limão e meio em cada um. Por isso, fui obrigada a cortar os limões em quartos e colocar o sal dentro do corte e sobre a polpa do limão.
Colocar duas colheres de chá de sal marinho no fundo do frasco. Começar a condicionar os limões, não deixando muito espaço entre eles. Auxiliei-me de uma colher de pau, previamente esterilizada, que usava para empurrar os limões e junta-los, soltando o sumo destes neste processo. Entretanto, ía colocando o tomilho fresco entre os limões.
No final, o sumo dos limões não chegava, de todo, ao topo do frasco.
Algumas receitas que consultei só colocavam sumo de limão até cobrir a totalidade dos limões, outras  colocavam sumo de um limão e enchiam o restante com água fervida.
Eu acabei por fazer um misto: coloquei sumo de limão até cobrir 3/4 do frasco e cobri o restante com água fervida e coloquei mais duas colheres de chá de sal marinho no topo do frasco, antes de fechar o frasco.
Coloca-los em local seco e fresco. Durante a primeira semana, abaná-los delicadamente todos os dias, para dissolver o sal.
Ficam prontos para utilizar em 4 semanas e conservam-se na salmoura pelo menos 6 meses.
Para utilizar, retirar do frasco, descartar a polpa do limão e utilizar apenas a casca, que convém passar por água para retirar o sal. 
Bom apetite e Bom Natal!



07 dezembro 2013

Presentes Natal DIY | Compota de Pêra com Vinho do Porto e canela

E cá continuo eu na produção dos meus mini-cabazes de natal! 
Desta vez estive a fazer compota de Pêra com vinho do Porto e canela. Uma compota que resulta bem doce, até pela adição do vinho do porto, e portanto com tendência para passar do ponto. Mas a atenção que é exigida vale bem a pena. Claro que guardei um frasquinho para mim que tenho usado com moderação a acompanhar umas tostas com queijo Brie. Ok! Secalhar sem muita moderação... mas quem resiste???!!





Ingredientes:
- 1 Kg de pêra descascada e cortada em cubos
- 700g açúcar
- 1 chávena de café de Vinho do Porto
- 2 paus de canela
- sumo de um limão e uma casca do mesmo
- 150 ml água

Preparação:
Comece por descascar as pêras e cortá-la em cubos pequenos (podem ser maiores se preferir passar a varinha mágica no fim). 
Colocar todos os ingredientes num tacho e cozinhar em lume brando, vigiando e mexendo frequentemente, até o doce atingir o ponto estrada.
Conforme goste da compota pode passar ou não a varinha mágica para uniformizar a textura do doce. Eu pessoalmente prefiro fazê-lo quando a fruta já está tenra mas antes do doce atingir o ponto estrada, porque o movimento da varinha mágica parece alterar os cristais do açúcar e sinto-me mais segura se o fizer antes do ponto para o controlar melhor.
O ponto estrada foi atingido quando ao atravessar com o dedo um pouco do doce num prato, este formar uma estrada que não volta a ser fechada pelo doce.  
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro, previamente esterilizados (num tacho com água a ferver durante cerca de 10/15 min.) e sele-os bem. Se os colocar imediatamente de cabeça para baixo será criado vácuo que ajudará a conservar o doce durante mais tempo. Deixe-os estar assim até estes terem arrefecido por completo.
Conservar em local fresco e seco.
Bom apetite e Bom Natal!




02 dezembro 2013

Receitas | Aletria da minha mãe

Na continuação do post anterior, aqui fica a aletria da minha mãe. Uma versão mais leve da aletria feita com leite, por se utilizar água na base da sua confecção.
Não tem a indulgência da aletria cremosa mas também tem o seu lugar: a textura é agradável, não é de todo demasiada compacta como muitas aletrias que provei e é mais leve nas calorias também. 



Ingredientes:

- 250 gr de massa aletria
- 1 L de água
- Casca de limão
- 1 pau de canela
- Açúcar a gosto (cerca de 100 gr de açúcar)
- 1 pitada de sal
- 2 gemas dissolvidas em leite q.b.
- Canela em pó para decorar


Preparação:

Colocar a água a ferver, com a casca de limão, o pau de canela, a pitada de sal e o açúcar a gosto.
Logo que ferva, colocar a aletria a cozer.
Deixar evaporar a água e retirar do lume.
Dissolver as gemas com um pouco de leite e adicionar à aletria.
Levar novamente ao lume, o suficiente para as gemas se unirem aos fios de aletria (cerca de um minuto). É importante não deixar secar demasiado.
Servir e decorar com canela em pó! 

Bom apetite!

Receitas | Aletria cremosa

Com o Natal, chegam as noites frias, passadas no sofá. Acompanhadas com um chá aromático, chocolate quente ou um doce Natalício. 
Um dos mais típicos doces é a aletria, que se apresenta sempre com aspecto semelhante mas com receitas que variam consideravelmente de casa para casa.

A aletria da minha mãe é feita com água pelo que fica muito leve, em que cada fio de aletria se sente individualmente. Mas no outro dia, apeteceu-me fazer uma aletria mais cremosa e deparei-me com esta receita no Coisas boas sem remorsos…! Garanto que é uma receita para repetir. Uma delícia!




Ingredientes:

- 150 gr de massa aletria
- 1 L de leite
- Casca de 1 limão
- 2 paus de canela
- 200 gr de açúcar
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 6 gemas
- Canela em pó para decorar


Preparação:

Levar a aletria a cozer num tacho com água, durante aproximadamente 5 minutos. 
Do litro de leite que irá utilizar, separar um pouco para ajudar a dissolver as gemas, entretanto batidas e que irá reservar para utilizar mais à frente.
Levar o restante leite, a casca de limão, a canela em pau e o açúcar, num tacho ao lume. 
Quando tiverem passado os 5 minutos, escorrer a aletria. Retirar as cascas de limão e os paus de canela. 
Quando o leite estiver quente, juntar a aletria escorrida. Estes irão cozinhar em lume brando, até a massa ter absorvido quase todo o leite. Não se esqueça de mexer!
Retirar do lume quando restar muito pouco leite entre os fio da aletria. Juntar a manteiga e mexer.   Juntar um pouco da aletria quente às gemas batidas que estavam reservadas, para estas não talharem, antes de as verter para o tacho da aletria. Mexer bem.
Levar um pouco mais ao lume para cozer as gemas cerca de 1 ou 2 minutos apenas. 
Decorar com canela em pó.

*Nota: só utilizei 5 gemas e ficou óptimo na mesma. 

Bom apetite!

Presentes Natal DIY | Sal aromatizado

Bem, o Natal já se instalou definitavamente cá em casa. A árvore já está feita há duas semanas, no duche já se cantam canções de Natal e chegou a hora de se começar a pensar nos presentes. Tenho uma família grande, barulhenta, à italiana mesmo e, na verdade, o Natal é sempre fantástico e muito pouco depende do consumismo da época. Pelo que há muito que se definiu que os presentes são para os miúdos e que entre adultos se faz uma divertida troca de presentes com um valor simbólico.

Este ano decidi tornar esse valor ainda mais simbólico e compor uns cabazes de Natal feitos por mim. O primeiro elemento que decidi fazer foi sal aromatizado. Com diferentes composições, criei um sal aromatizado mais vocacionado para temperar peixe e outro para carne de porco. Os frascos comprei por 50 cêntimos, escrevi a etiqueta à mão, colocando no verso a composição da mistura. 
Os verdadeiros presentes DIY - Do it yourself!
E os aromas são fantásticos :)

Sal aromatizado para peixe

Sal aromatizado para peixe:
- Sal marinho
- Raspa de limão (bastante)
- Salsa
- Pimenta Rosa (em grão, esmagada no almofariz)
- Alho seco



Sal aromatizado para carne de porco


Sal aromatizado para carne de porco:
- Sal marinho
- Louro
- Tomilho
- Pimenta preta
- Alho seco
- Pimenta de Caiena (s/ sementes)
- Raspa de limão


Bons Cozinhados e Feliz Natal!

07 novembro 2013

Receitas | Cozer e congelar feijão

Não vale a pena estar a dissertar muito sobre o facto de, hoje em dia, as pessoas, e aqui recuso-me a dizer mulheres, terem pouco tempo para produzirem as suas refeições pelo que o planeamento é essencial para se gastar pouco dinheiro e se comer saudável. 
Umas das soluções que encontrei foi comprar as leguminosas secas, re-hidratar em casa e cozinha-las. Depois disso, conservo-as pela congelação e uso à medida das necessidades.

As leguminosas têm tempos distintos de cozedura e convém controlar o processo, já que é um alimento que se demasiado cozinhado e ao perder a sua firmeza, perde uma das suas melhores características. Também deve considerar se vai consumir as leguminosas logo após a descongelação, para saladas por exemplo, ou se vai adicionar a alguma receita que esteja a confeccionar. Isso vai definir o tempo de cozedura e o sal com que vai temperar a água para cozinhar o grão. Se for adicionar o grão-de-bico, por exemplo, a uma sopa ou cozido convém não temperar demasiado e terminar a cozedura com o grão ainda firme para depois não se desfazer na sopa.

Hidratação do grão
Para a grande maioria dos grãos o ideal é deixar a demolhar durante a noite. Apenas a lentilha difere: a lentilha vulgar demolha em 2 horas e a de coral, descascada, não necessita sequer.
Coloque água num recipiente, deixando volume de água suficiente para o grão expandir.
Para saber mais sobre quanto tempo deve demolhar, consulte esta tabela.

Cozedura
Para além de tempos de cozedura diferentes, também tempero as leguminosas de forma distinta.
Se estamos a falar de grão-de-bico ou feijão-frade, que aqui apresento, descarto-me da água que usei para demolhar o grão e tempero a água limpa, que vou levar a ferver, com sal e um fio de azeite. 
Mas se estiver a cozinhar feijão encarnado, tempero a água de cozedura com 3 folhas de louro, três dentes de alho esmagados, sal e azeite q.b., já que irei aproveitar o caldo de cozedura.
Para saber quais os tempos de cozedura, consulte esta tabela.

Congelamento
A forma como é congelado também difere: grão-de-bico ou feijão-frade são escorridos (imagem 1) e guardados em sacos de congelação em porções individuais (imagem 2). Para descongelar ou coloco em água a ferver, o suficiente para descongelar, ou então a vapor, método que prefiro pessoalmente porque não amolece o grão em demasia. 
Quanto ao feijão encarnado, congelo com o molho que se formou na cozedura e em tupperware (imagem 3). Quando preciso de utilizar para uma sopa, arroz de feijão (imagem 4) ou massa à lavrador tenho um método muito invulgar: recorro a uma chave de fendas e martelo, com os quais vou quebrando pedaços que adiciono ainda congelados. Invulgar mas super eficiente! Como não só adiciono o feijão mas também o molho, não perco quaisquer ingredientes, nem sabor. Muito mais saboroso, saudável e barato!


Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3

Imagem 4

08 outubro 2013

Serra da Labruja | Lixo junto à Cruz dos Franceses


Aproveito este post para apelar a todos os peregrinos que cuidem e estimem o Caminho que é tão valioso para todos nós. De há uns tempos para cá, têm-se acumulado dezenas de objectos deixados pelos peregrinos, num gesto simbólico de homenagem, junto à cruz na Serra da Labruja. No entanto, falamos de objectos não degradáveis, tais como garrafas de água, roupa, chapéus, calçado, entre muitas outras coisas. Com isto, a Cruz dos franceses e a placa em memória da peregrina Michelle Kleist deixaram de ser o mais relevante, assemelhando-se o conjunto a uma lixeira a céu aberto. Não é sanitário, não é belo, não é o que o Caminho merece de nós, peregrinos. 
Dia 09 de Outubro de 2013 será feita uma limpeza por alguns peregrinos, que irão disponibilizar o seu tempo e trabalho ao serviço do caminho, para melhorar esta paisagem, actualmente desvirtuada pela passagem humana. A partir daí, esperemos que o bom senso evite que esta situação se repita.

Contribua para que este local se mantenha limpo, salubre e de acordo com a paisagem que o rodeia! Obrigada!



Agradecimento a Nuno Ribeiro, pela cedência das fotos.

03 outubro 2013

Receitas | Doce de Abóbora com nozes e canela


Quando a avó da nossa cara-metade nos dá abóbora e nozes acabadas de colher da sua horta, fazer este doce parece-me uma excelente forma de dar as boas-vindas ao Outono!


Ingredientes:
- 1 Kg de abóbora limpa e cortada em cubos
- 800g açúcar
- 1 clh. chá de canela
- duas cascas de limão
- Nozes q.b.

Preparação:

Comece por abrir a abóbora, retirar todas as sementes e cortá-la em cubos pequenos. 
Deixar, de um dia para o outro, a abóbora a macerar com o açúcar e a canela, num recipiente de tamanho conveniente para o aumento dos sucos.
No dia seguinte, colocar todo o conteúdo da bacia num tacho, juntamente com as duas cascas de limão.
Cozinhar em lume brando até que a abóbora esteja tenra,retirar as cascas de limão, após o qual deve passar a varinha mágica procurando atingir a textura desejada. Nesse momento, voltará a deixar o doce cozinhar em lume brando, até atingir o ponto estrada. O ponto estrada foi atingido quando ao atravessar com o dedo um pouco do doce num prato, este formar uma estrada que não volta a ser fechada pelo doce.  
Logo que o doce se encontre no ponto, coloque as nozes, trituradas grosseiramente, e deixe cozinhar mais uns 10 minutos. (No total o doce deve cozinhar entre 1h e 1:30h.)
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro, previamente esterilizados e sele-os bem. Se os colocar imediatamente de cabeça para baixo será criado vácuo que ajudará a conservar o doce durante mais tempo.
Conservar em local fresco e seco.
Fica fantástico servido em tostas com requeijão.
Bom apetite!





Livros - Equador | Miguel Sousa Tavares

Confesso que, para além dos clássicos, li muito poucos livros de autores portugueses. Lamento.
Para além de Saramago, que não encontra paralelo em mais nenhum escritor, nunca me apaixonei por nenhum autor português, nem criei um gosto especial em ler livros com Portugal como cenário. 
Os que li, sempre os senti demasiado frios, pretensiosos, com pouca atenção ao nosso folclore, à magia dos velhos costumes e tradições. Sem a paixão meridional nem a retórica do hemisfério norte, algures no meio, tal como o Equador, que dá nome ao livro. 

O livro, um romance histórico com São Tomé e Príncipe como cenário, foi lido ociosamente, sem pressas e sem a sofreguidão presente em muitas das minhas leituras.
Infelizmente, da mesma forma relaxada que li o livro, o terminei e dei por mim sem conseguir perceber como o comentar. Sim, claro, posso falar da estrutura da narrativa, as inúmeras aprendizagens que fiz, os momentos prazerosos na leitura ou a construção das personagens, mas sem ser capaz de resumir o livro no seu todo. E, como bem sabemos, o todo é maior que a soma das suas partes pelo que qualquer análise que apresente aqui será inevitável e miseravelmente incompleta.




Eu gostei do livro, principalmente da temática deste e dos cenários que o compõem.  De igual modo, relacionei-me com Luís Bernardo Valença, personagem principal, e ganhei afecto pelos seus defeitos, o seu cinismo, a sua cadência para a luxúria em contraste com a candura dos seus valores sociais. João e David, que em conjunto com Luís Bernardo constituem o núcleo principal masculino, são personagens   que facilmente garantem a simpatia do leitor.
O problema reside fundamentalmente na construção das personagens femininas, principalmente de Ann. E que é algo que é transversal a muitos autores masculinos. Uma mulher não se torna bela aos olhos de outra mulher por se referir inúmeras vezes a firmeza e tamanho dos seus seios ou a espontaneidade da sua sexualidade. Ah, sim! Miguel Sousa Tavares também fala da profundeza do azul dos seus olhos!! Acredito que isto possa ser o suficiente para um homem se apaixonar por uma mulher, mas não o é para outra mulher. E como tal, por muito que gostasse de me ter apaixonado por Ann antes do fim que MST criou, e que, tivesse eu outro olhar sobre Ann, teria sido surpreendente, sempre a desprezei. À secura da sua pele, às suas alças finas, à ligeireza da sua sexualidade. Estamos no Equador, for god sake!
E isso revela parte do problema essencial; apesar da qualidade do tema do livro não me agradou particularmente a escrita de Miguel Sousa Tavares, demasiado descritiva e no entanto, tantas vezes incapaz de me transportar completamente para a paisagem de S. Tomé e Príncipe!

No que se refere ao tema em si e ao que uma figura como a de Luís Bernardo representaria na nossa história, Miguel Sousa Tavares procurou esgrimir os argumentos presentes em ambos os lados, muito embora tenha sido politicamente correcto na maioria do tempo. A realidade do esclavagismo, do racismo e do tráfego humano são, ainda hoje, muito mais cruéis e vis do que o apresentado no livro.
O que, apesar de tudo, encontra alguma justiça na inevitabilidade das consequências para o comportamento de Portugal, culminando naquelas que compuseram a história desse período: a queda da monarquia, a implantação da república e o boicote inglês ao cacau oriundo de São Tomé e Príncipe. 

Quanto aos tão afamados erros históricos, infelizmente não possuo conhecimentos suficientes para os ter detectado. Não conheço as ilhas de São Tomé e Príncipe, tal como não estou familiarizada com nenhuma das publicações da época mencionadas no livro, pelo que é um problema que não tenho legitimidade para destacar.

18 setembro 2013

Filmes | 3º Trimestre 2013

WWZ: Guerra Mundial 7.5/10
Brad Pitt num registo bem diferente do que nos habituou. Imagino que o facto de ser pai de uma dúzia de crianças começa a pesar...
E é isso que Brad Pitt é neste fime: um homem de família. Li algures que é o primeiro filme de zombies women friendly, que para além de uma expressão maravilhosa, é qualquer coisa de transcendente enquanto conceito. 
Pois, eu sou mulher e não gostei especialmente do filme! E tenho conhecimento da causa: ainda poucos filmes tinha visto e já tinha como um dos preferidos o inacreditável  Dead Alive de Peter Jackson, sou fã de Walking Dead, já vi I am Legend umas 5 vezes e até o fraco Warm Bodies vi há pouco tempo. 
Gosto que a vertente científica tenha sido explorada mas não o é suficientemente para o distinguir dos outros filmes. 
Portanto, um bom filme de entretenimento mas Will Smith e o seu I am Legend continuam a ser os mais espectaculares de sempre!



Jobs 6.0/10
O melhor do filme: Ashton Kutcher esforçou-se por mimetizar todos os trejeitos de Jobs, o suficiente para nos esquecermos que estamos a olhar para o tipo do Punk'd! 
O pior: o filme não tem um rumo, uma perspectiva... é tão linear como um artigo do wikipédia sobre Steve Jobs. Nem sequer tendencioso o achei... Um filme bastante decepcionante!


A Gaiola Dourada 9.0/10
Finalmente um bom filme com cunho português. A fórmula utilizada é conhecida e certeira, a chamada comédia de costumes. Conscientemente exagerado, explora o folclore português e os clichés estão todos lá porque assim deve ser. São provocadores, caricaturam todas estas personagens que não sendo totalmente reais, ás vezes estão muito próximo de o ser. 
Porque só assim se consegue parodiar uma situação que, por vezes, roçou o trágico... E nós portugueses esquecemo-nos frequentemente de brincar com as nossas incapacidades, com os nossos defeitos, enquanto povo... 
Teve alguns momentos mal resolvidos; aquela vingança aos vizinhos foi levada demasiado longe na minha opinião, a cena do Pauleta era desnecessária. Mas, no geral, agradou-me bastante e acabei de ver o filme com um enorme sorriso nos lábios! O termo mais apropriado para o definir é, sem dúvida, delicioso.
O filme é genial? Não, mas é leve, divertido, tem a Rita Blanco, boa música, boa fotografia e é melhor que todas as tretas hollywoodescas que teimam em fazer em Portugal! 





17 setembro 2013

Restaurantes | A Sandeira do Porto

O Porto está bem e recomenda-se! Daí que, hoje em dia, se multipliquem os estabelecimentos que, para além de nos oferecerem boa comida, nos oferecem espaços interessantes, novos conceitos de restauração e muito mais que uma refeição, uma verdadeira experiência.

Com a Baixa a fervilhar com turistas, num Setembro solarengo, decidi finalmente experimentar as "melhores sandes do Porto" n' A Sandeira do Porto.
Para mim, estes rótulos costumam ser um factor desmotivante na hora de escolher restaurante. Porque por norma são exagerados ou, até mesmo, completamente falsos. Mas neste caso elas são mesmo, mesmo... muito, muito, boas!



Já comi excelentes sandes. As melhores até ontem tinham sido num pequeno estabelecimento em Florença, chamado I Due Fratellini, com mais de um século a servir sandes com os melhores ingredientes italianos, fresquíssimos e ridiculamente baratas. 
A partir de ontem as melhores sandes são mesmo do Porto.
E talvez a minha escolha tenha sido particularmente feliz e ido completamente de encontro com o que deixa as minhas pupilas gustativas para lá de extasiadas, mas a verdade é que enquanto escrevo estas linhas não consigo deixar de pensar no quanto queria estar a comer outra sande. A mesma, outra... qualquer uma das escolhas disponíveis. 



Por 5 euros podem pedir o menu, que inclui sopa, sande e uma bebida. 
A sande que escolhi, D. Luís, roça a luxúria. Para além de agradável ao olho, com as tâmaras a parecerem-se com rubis, a doçura destas em contraste com o sabor fumado do presunto e, claro, com o brie parceiro leal de combinações decadentes, compôs uma sande perfeita!

A minha cara-metade optou por uma escolha mais saudável mas imagino que não tão excitante para os sentidos - salmão fumado e queijo feta.  
Para beber optamos por uma limonada aromatizada com ervas frescas! 
O estabelecimento é pequeno, mas acolhedor. Da autoria de Paulo Moreira, arquitecto e proprietário do prédio, segue a tendência de uma imagem despretensiosa, com materiais reciclados. O rústico trendy...!!! Na realidade, é um conceito que resulta, está na moda e deixa os turistas encantados... Por isso não vou intelectualizar a questão... Ok, colegas de profissão? :)

Portanto, resumindo, como continuo a salivar sempre que olho para as fotos... Para voltar, sem dúvida!



A Sandeira do Porto| Rua dos Caldeireiros, 85
Tlf:  916018770
Segunda-feira, Terça-feira e Quarta-feira das 10:30 às 15:30 
Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado das 10:30 às 00:00

15 setembro 2013

Receitas | Esparguete à Bolonhesa (com cenoura e alho-francês)

Toda a gente conhece aquela sensação de experimentar algo num restaurante tão saboroso e memorável para o palato que iremos tentar reproduzir em casa até à exaustão... Não precisa de ser um prato sofisticado ou feito com ingredientes exóticos, pode tão somente ser a melhor bolonhesa que já experimentaram.
É o caso.





Esta bolonhesa continua a ser um prato fácil de se confeccionar mas com uma maior complexidade de  sabores, onde o tomate não reina mais sozinho.

Ingredientes p/ 3 pessoas:
- Azeite q.b.
- 1/2 cebola picada 
- 2 dentes de alho picados
- 2 folhas de louro
- 1 talo de alho francês cortado em rodelas finas
- 2 cenouras médias raladas 
- 2 tiras de pimento vermelho + 2 tiras de pimento verde
- 1 malagueta vermelha, sem sementes e cortada finamente 
- Polpa de tomate q.b
- Vinho branco q.b.
- 7g de açucar (1 pacote)
- Sal e pimenta q.b.
- Oregãos secos
- 450g de carne de vaca picada (ou mista)
- Queijo para polvilhar

Preparação:
Pique finamente a cebola e os dentes de alho e leve a alourar num tacho (tamanho médio) com o azeite e as folhas de louro. Quando estes tiverem a cor pretendida, junte generosamente a polpa de tomate e refresque com vinho branco. Quando voltar a levantar fervura, adicione o alho francês cortado em rodelas finas, as cenouras raladas, as tiras de pimento e a malagueta e adicione água até cobrir os vegetais. Tempere com sal e pimenta, moída na hora, e deixe cozinhar. 
Quando os vegetais estiverem tenros, retire as folhas de louro e rale o restante com a varinha mágica. Irá ficar com um molho ligeiramente alaranjado pelo que irá adicionar polpa de tomate q.b, oregãos e rectificar os temperos, se necessário. Para equilibrar a acidez do tomate junte um pacote de açucar com cerca de 7g.
Enquanto o molho apura um pouco mais, leve uma frigideira ao lume com azeite. Quando estiver quente junte a carne picada, tempere com sal e pimenta e salteie a carne até alourar. Este passo permite selar os sabores da carne e tempera-la individualmente. Logo que a carne tenha alourado, transferir o conteúdo da frigideira, incluindo sucos, para o tacho com o molho de tomate para que a carne acabe de cozinhar. Adicione mais alguns oregãos e rectifique temperos, se necessário.

Entretanto, à parte, cozinhe o esparguete em água com sal e um fio de azeite.

Sirva com mais oregãos polvilhados. O queijo é opcional, pelo que o melhor é coloca-lo na mesa para quem desejar.
Bom apetite!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...